09 de julho de 2026
Nacional

Sem trabalho, estudante acha tempo para malhar


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São Paulo - Para a estudante de direito Nilma Barbosa Quariguasi, 23 anos, a falta de tempo - mais do que a preguiça - é o principal obstáculo para a realização de atividades físicas. “Quando eu trabalhava, tinha vezes em que eu nem almoçava. Imagina então conseguir achar tempo para me exercitar”, diz Nilma, que largou um estágio para se preparar para a prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

“Eu saía do trabalho às 20h, mas só chegava em casa às 21h, 22h. E tinha vezes em que eu saía à 0h, 1h. Não dava”, conta a estudante, que, depois que passou a se dedicar aos estudos, aumentou sua freqüência na academia de uma ou duas para quatro vezes semanais.

Segundo Nilma, poder fazer tudo a pé também a ajuda a continuar malhando. “Se ainda tivesse de pegar o carro para vir fazer os exercícios, desanimaria”, conta ela, que vai a pé para a academia e para a faculdade.

“Mas há o dilema entre ter tempo ou dinheiro”, diz, ressaltando que, se por um lado tem agora mais opções de horário para malhar, por outro, perdeu o salário, o que fez com que ficasse mais difícil pagar a academia - Runner, onde um plano básico chega a R$ 319 mensais.

O jeito foi recorrer aos pais e abrir mão de gastos com os quais estava acostumada, como compras ocasionais em shoppings e idas a restaurantes. Para ela, quem escolhe se exercitar está optando por fazer um programa de saúde, que envolve mudar hábitos e reorganizar tempo e gastos.