10 de julho de 2026
Saúde

Pesquisa revela: 73% das brasileiras são sedentárias

Da Redação
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Mesmo reconhecido por ser um dos países que mais valorizam a estética, o Brasil dedica pouca atenção à saúde das brasileiras. De acordo com os resultados de um estudo realizado pela SulAmérica Saúde no ano passado, dentre as 17 mil mulheres pesquisadas, 26% apresentaram o Índice de Massa Corpórea (IMC) nos níveis do sobrepeso e 10,8% foram classificadas como obesas. Os quilos a mais podem ser resultado dos altos índices de sedentarismo entre as entrevistadas, já que a pesquisa revela que 73% das mulheres são sedentárias.

Há 20 anos à frente da Triathon Academia, a executiva Patrícia Castellar Pirozzi acompanha de perto a evolução do problema. “A falta de tempo é uma das ‘desculpas’ para justificar o sedentarismo e explicar o aumento de peso”, detalha. Segundo Patrícia, o principal desafio é fazer com que a mulher entenda que a falta de atividade física traz riscos à saúde. “Mudar o estilo de vida é o maior desafio”, diz Pirozzi, que lembra o número de pessoas que frequentam uma academia no Brasil: apenas 2%.

“O resultado disso é o aumento de doenças crônicas como a hipertensão arterial, a obesidade, a elevação do colesterol, o diabetes, a ansiedade, o enfarte do miocárdio”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

É claro que o aumento dessas doenças não está relacionado apenas à ausência de exercícios físicos, e sim, ao estilo de vida contemporâneo. Entretanto, a prática de atividades físicas age de maneira preventiva.

“O ideal é inserir a atividade física em quatro campos das atividades diárias: no trabalho, no lazer, nos trabalhos domésticos e no transporte, já que reduzem em 50% o risco dos males ligados ao sedentarismo.”