Palmas - O procurador do Estado do Tocantins Ivanez Ribeiro Campos foi preso em flagrante sob a acusação de provocar acidente que resultou na morte de três pessoas na principal avenida de Palmas, capital do Estado.
De acordo com a Polícia Militar, por volta das 18 horas de sábado, Campos dirigia uma camionete Mitsubishi L200 na contramão da av. Theotônio Segurado e, ao tentar desviar de um veículo, bateu de frente no Toyota Corolla dirigido pelo médico Mozart Dimas de Oliveira, 31 anos. A mulher de Oliveira, Flávia Chaves Cardeal Oliveira, 28 anos, morreu no local.
Maurilene Alexandre da Silva Carneiro, 42 anos, e Aracy da Silva Camelo Pinto, 33 anos, foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros, mas morreram no Hospital Geral de Palmas (HGP). As três mulheres estavam no Corolla e participariam de um curso com o médico.
A Polícia Militar informou que o procurador aparentava “estar sob efeito de bebida alcoólica” e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ainda de acordo com a PM, o procurador, que também se feriu, foi levado ao HGP. De lá, foi encaminhado à CPP (Casa de Prisão Provisória) de Palmas.
À noite, ele passou mal e foi levado ao hospital novamente, onde permanecia até a tarde de anteontem, sob a vigilância de agentes penitenciários.
Já o médico Mozart Oliveira, operado na noite de sábado, estava na UTI. Seu quadro de saúde era estável. O delegado de plantão no sábado, Neusim de Oliveira Cavalcante, autuou o procurador por crime de homicídio doloso (com intenção de matar), cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão.
O delegado Pedro Vasconcelos dos Santos, que respondia pelo distrito policial na tarde de ontem, disse que a acusação se fez necessária porque o motorista da camionete “ao agir dessa forma, assumiu o risco de que sua ação poderia resultar em acidente com consequências graves”.
A reportagem não localizou o advogado de Ivanez Ribeiro Campos. O procurador-geral do Estado, Hércules Martins, também não foi encontrado pela reportagem para informar qual procedimento seria tomado em relação ao procurador.