Um grupo de funcionários da Prefeitura de Bauru procurou o JC ontem para manifestar seu temor quanto à possibilidade de ficarem sem o reajuste salarial de 6% mais o abono de 25% do salário, concedidos pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), e até mesmo de terem de devolver os valores já pagos pelo governo. O motivo da manifestação dos trabalhadores, em sua maioria braçais, portanto localizados na base da pirâmide salarial da prefeitura, é a rejeição do relator da Comissão de Justiça da Câmara Municipal, José Roberto Segalla (DEM), ao projeto de lei do Executivo para regularizar a situação.
“Não somos contra o abono dos aposentados, mas pela forma como estamos vendo a coisa se desenrolar, se bobearmos além de perdermos o aumento ainda teremos de devolver dinheiro, que já gastamos”, disse um deles.
O grupo que procurou o JC informa que fez, em conjunto com outros setores do funcionalismo, um abaixo-assinado e que o documento, entregue ao prefeito e secretário da Administração, Renato Gragnani, contém cerca de duas mil assinaturas. Quanto ao questionamento da Câmara por Rodrigo ter dado o aumento por decreto e depois enviado um projeto de lei, eles afirmam que esta é a prática de muitos anos e que isso não poderia servir de ameaça neste momento.
Outro argumento do grupo: o abono de 25% dos trabalhadores braçais, na prática, devido aos baixos salários, deu algo em torno de R$ 119,00, pouco coisa acima do abono de R$ 100,00 dado aos inativos. “Ainda não é o ideal, mas foi um dos melhores reajustes que um prefeito deu nos últimos tempos”, finalizaram.