11 de julho de 2026
Regional

MST exige ação imediata do Incra na fazenda Geada

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - A fazenda Geada em Agudos (13 quilômetros de Bauru) é uma terra pública e portanto o Incra deve fazer a reforma agrária. Com esse discurso, o integrante da direção regional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Avelino Rodrigues, iniciou a convocação à imprensa na manhã de ontem. Segundo ele, a fazenda de 800 alqueires foi adquirida pela União em 1924 e está em posse de grileiros que, ao longo do tempo, foram tomando as áreas públicas.

Para ele, o Incra deveria fazer a reforma agrária, especialmente nesse momento de crise, quando inúmeros trabalhadores perderam suas vagas no mercado de trabalho.

Rodrigues enfatiza que, na região de Agudos, são três fazendas de propriedade da União: a Geada, a Forquilha e a União.

“A morosidade da Justiça em não retomar essas áreas para fazer a reforma agrária, revolta. Aqui são 800 alqueires, estamos gradiando a terra e vamos começar a plantar feijão e as mulheres vão fazer uma horta.”

A maioria das pessoas que ocuparam a propriedade rural, em número aproximado de 300, divididas em 120 famílias, é da região. “São trabalhadores de Agudos e Borebi. Têm arrendatários, a maioria produtores rurais. Os arrendatários deixaram a família trabalhando na propriedade. Há pessoas que trabalhavam em granja e como elas faliram, elas estão desempregadas.”

O líder do MST não descartou a possibilidade de novas invasões. “O movimento é muito dinâmico. A conjuntura nos leva a lutas constantes. Na região, além dessas áreas, nós queremos que façam assentamentos nas terras improdutivas. Nós queremos que façam os assentamentos para a reforma agrária em todas as áreas improdutivas da região.”

Segundo o MST, são 11 fazendas já vistoriadas pelo Incra que foram consideradas improdutivas, portanto sujeitas à invasão. “Em Agudos, enfrentamos a falta de licença ambiental, uma reivindicação que fizemos ao prefeito anterior e que estamos reforçando ao atual. A fazenda Geada foi considerada improdutiva.” A intenção do movimento, segundo Rodrigues, é que a União retome as terras que pertencem a ela e as transforme em reforma agrária.

O gerente-geral da propriedade, Gualtiero Cicogna, disse na última vez que foi ouvido pelo JC que estava reunindo documentos necessários para dar entrada na Justiça com o pedido de reintegração de posse das terras. Ele negou que a propriedade fosse improdutiva. Segundo ele, as terras estão em nome de Ângela Urquiza e filhos. A área está avaliada em cerca de R$ 12 milhões.