08 de julho de 2026
Política

Aprendendo a ser prefeito


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“Ele (prefeito Rodrigo Agostinho) está aprendendo a ser prefeito. Foi vereador duas vezes, conhecia os problemas da cidade, mas não é a mesma coisa. Quando se tem o poder da caneta é diferente”, avalia o presidente da Assenag, Emerson Crivelli. “Até por isso, esses 100 dias iniciais funcionam como uma espécie de trégua política. Mas o prefeito tem respondido bem ao que temos precisado.”

Crivelli, além de destacar a pró-atividade de Rodrigo e equipe, ainda cita a “vontade de acertar e a humildade em dizer que errou, quando erra”. “Se o Rodrigo continuar com esse gás, a cidade vai ter outra cara ao final do mandato”, acredita Crivelli. “Mas é preciso alimentar essa chama, manter o fôlego, uma corrida ascendente. E isso depende da cidade, da gente, que deve incentivar, mas também cobrar”, emenda.

O presidente da Assenag vê como um grande entrave - e até desestímulo - o fato de que as coisas, em política, não acontecem na hora. E ele aproveita para fazer um alerta ao Poder Legislativo: há vereadores completando 100 dias de mandato também, que precisam colocar a cidade e a população antes do partido político na hora de votar projetos. “Uma nova Bauru está acontecendo. É preciso crescer politicamente, já que os problemas são comuns a todos”, afirma. “Ademais, as coisas não devem acontecer apenas em 100 dias, mas em quatro anos.”

E, na avaliação do presidente da Acib, Cássio Carvalho, vão acontecer. Para pontuar seu posicionamento, Carvalho destaca a administração aberta e transparente, “completamente diferente da anterior”. “Há uma dificuldade inicial, mas o planejamento de ações é visivelmente melhor”, avalia. “Está no caminho”, emenda.

Para o presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde, a pró-atividade de Rodrigo Agostinho chega a surpreender o setor, que há dois anos estava com projetos engavetados. “A categoria está, sim, satisfeita, mas há muito a fazer. E é preciso pensar grande”, alerta.

Lima Verde diz que há dinheiro disponível em vários ministérios, “mas é preciso perna para correr atrás”. Maurício Lima Verde diz ter pedido ao Ministério da Agricultura levantamento do que há de verba imediata disponível. “De repente, tem algo que dá para implementar por aqui”, salienta. “Por isso, reafirmo: não basta apenas ser pró-ativo, ter boa vontade, é preciso correr atrás, pensar grande, pôr gente para correr ministério de pasta com projeto na mão.”

Na área da agricultura, Lima Verde destaca como fundamentais, por exemplo, melhorar estradas rurais, brigar pela instalação de minifrigorífico para pequenos animais - cujo projeto, segundo ele, está pronto deste o governo Nilson Costa - e agroindústria para frutas.

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Rodrigo está aprendendo a ser prefeito. Conhecia os problemas, mas quando se tem o poder da caneta é diferente.” Emerson Crivelli

Tudo estava totalmente parado. Agora, há projetos em discussão.” Domingos Malandrino