Milão - Um rebocador de bandeira italiana, com dez italianos entre os 16 membros da tribulação, foi seqüestrado ontem por piratas no golfo de Áden, segundo confirmou o Ministério de Relações Exteriores italiano.
Trata-se do barco “Buccaneer”, de propriedade da empresa Micoperi, de Rávena (costa adriática italiana), que foi atacado por um número desconhecido de piratas quando se encontrava a alguns quilômetro do golfo, entre Sumatra e Iêmen.
O dono da Micoperi, Claudio Bortolotti, confirmou à imprensa local que o rebocador, de 75 metros, viajava de Cingapura até o canal de Suez, mas evitou fornecer mais detalhes. O “Buccaneer” arrastava mais duas barcaças.
Ainda segundo o governo italiano, os 16 membros da tripulação se encontravam em bom estado e não estavam armados. Além dos italianos, ainda estavam a bordo um croata e cinco romenos.
A fragata de guerra “Maestrale” estava a caminho do local onde está o rebocador italiano e deve chegar à zona do seqüestro para ajudar na intermediação do resgate.
O sequestro foi inicialmente reportado por um militar português do navio de guerra “Corte-Real”, que está na região.
O militar, identificado como o tenente Sérgio Carvalho, contou que o rebocador chegou a enviar um pedido de socorro, mas que as comunicações foram interrompidas minutos depois. O navio português, no entanto, estava muito distante do local para prestar auxílio.
EUA
Cercado por navios de guerra, a tripulação de um barco americano já ancorou no país africano Quênia, sem o seu capitão, que continua cativo de piratas somalis, que exigem um resgate milionário.
O capitão Richard Phillips, 53 anos, de Vermont (EUA), foi capturado na quarta-feira quando manobrava um navio de 17 toneladas carregado de alimentos, com destino às populações famintas da Somália, Ruanda e Uganda.
Ele se ofereceu para ser refém dos piratas para garantir a segurança dos 20 tripulantes, todos americanos, que conseguiram retomar o controle do cargueiro pouco tempo depois do ataque. Os piratas somalis, no entanto, conseguiram fugir com o capitão. A marinha americana já deslocou vários navios de guerra para a zona do seqüestro.
Idosos e parentes dos piratas que mantêm Phillips refém planejam uma missão mediadora para tentar evitar derramamento de sangue. “Eles estão apenas tentando assegurar uma passagem segura para os piratas, nenhum resgate”, afirmou o coordenador do grupo, Andrew Mwangura.
O americano é um de cerca de 260 reféns mantidos por piratas somalis, que atuam nas movimentadas rotas marítimas do Golfo de Áden e do Oceano Índico.
Os reféns filipinos são maioria e os piratas mantêm cerca de 17 embarcações nas mediações da costa leste da Somália - seis delas capturadas apenas na última semana.