09 de julho de 2026
Internacional

EUA libertam capitão das mãos de piratas


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Nova York - O capitão Richard Phillips, 53 anos, em poder de piratas somalis desde quarta-feira, foi libertado ontem numa operação em que três de seus quatro raptores foram mortos. O quarto pirata somali foi preso e o capitão americano foi resgatado sem ferimentos.

O cargueiro de bandeira americana Maersk Alabama foi atacado na quarta-feira, perto da costa da África, no golfo de Áden, cenário de dezenas de ataques piratas nos últimos meses. Os tripulantes, todos americanos, conseguiram retomar o controle e escapar dos criminosos, atracando no Quênia anteontem.

O capitão, no entanto, permaneceu refém, a bordo de um bote, sob a mira dos quatro piratas - os três que fugiram com ele e mais o quarto, capturado e libertado pelos tripulantes. Na sexta-feira, o capitão pulou do bote e tentou nadar para fugir, mas foi recapturado.

As negociações foram reabertas ontem, enquanto dois navios de guerra americano vigiavam a pequena embarcação com os piratas somalis e Phillips. Não havia informações precisas sobre a localização do bote ontem, mas sabia-se que os militares americanos temiam uma fuga dos somalis para o interior do país africano.

As negociações entre americanos e somalis haviam chegado a um impasse. Enquanto um conselho de anciãos da Somália tentava obter um passe livre para os piratas em troca da libertação de Phillips, os americanos insistiam que os africanos deveriam ser presos e julgados.

Atualmente, existem mais de 250 reféns nas mãos de piratas somalis, muitos dos quais de países pobres como Bangladesh, Paquistão e Filipinas, a nação com maior número de seqüestrados (92).

Resgate

A libertação de Phillips ocorreu pouco tempo depois de outra operação de resgate contra piratas somalis, desta vez levada a cabo por militares franceses, em que um refém e dois piratas morreram.

O “Tanit” transportava dois casais e uma criança de três anos quando foi capturado por piratas perto do país africano no último dia 4. O governo francês justificou a operação devido à resistência dos seqüestradores em avançar as negociações. Também havia o risco, ainda segundo Paris, dos piratas somalis fugirem com o barco.

Esta foi a terceira vez em a França faz uma tentativa de libertar reféns das mãos de piratas, mas foi a primeira em que um refém morreu.