10 de julho de 2026
Política

Reunião com nove causa mal-estar

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) se reuniu ontem na prefeitura com nove vereadores para discutir o projeto de lei que reajusta salário do servidor municipal. A medida causou mal-estar no legislativo porque foi interpretada como tentativa de articular uma maioria parlamentar para manter o projeto de abono desigual para funcionários da ativa e aposentados. No grupo havia vereadores da bancada de oposição.

Após a reunião, sem a presença da imprensa, o peemedebista negou veemente que estava sondando os parlamentares para tentar fechar um grupo majoritário. Rodrigo percebeu que não tem maioria e vai ter que negociar uma saída honrosa. O problema é que ele já autorizou o pagamento dos salários sem que a lei tivesse sido aprovada na Câmara.

Rodrigo justificou que a reunião de ontem foi um pedido da própria base de situação, mas acabou ampliando para parlamentares de oposição. “Eu não estou preocupado com quem defende o prefeito, estou preocupado com Bauru. A discussão é que precisa acertar o reajuste do servidor. Esse foi o motivo da reunião, buscar um acordo. Só isso”, respondeu irritado o prefeito à pergunta se foi uma tentativa de buscar uma maioria parlamentar.

Na reunião com o prefeito estavam os vereadores Renato Purini (PMDB), Roberval Sakai (PP), Roque Ferreira (PT), José Carlos Pereira (PT), o Batata, Fabiano Mariano (PDT), Natalino da Silva (PV), Gilberto dos Santos (PSDB), o Giba, Fernando Mantovani (PSDB) e Carlinhos do PS (PP).

Anteontem, o prefeito acenou com a possibilidade de acordo com a Câmara para tentar resolver a questão do abono desigual para os servidores. Pelo menos seis vereadores criticaram na sessão de segunda-feira o projeto de reajuste do prefeito, dando sinais que o projeto do jeito que está não passa na Casa. “A idéia é tentar resolver. O servidor há muitos anos merece um aumento adequado. Não dá para dar mais do que eu posso, tem limite, tem lei”, declarou Rodrigo.

Abono igual

O impasse com parte dos vereadores é o abono desigual para servidores aposentados e da ativa.

O secretário municipal de Administração, Renato Gragnani, pediu três dias de prazo para fazer os estudos com a folha de pagamento com projeção do abono igual a toda a categoria. O objetivo dessa análise é saber o impacto financeiro da equiparação e de quanto será necessário devolver dos valores já pagos. A administração já estuda a possibilidade de dar um abono igual aos servidores da ativa e aos aposentados.