08 de julho de 2026
Economia & Negócios

Setor sofre com aumento da inadimplência

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

De acordo com a Serasa, as taxas de inadimplência aumentaram 16,6% em março na comparação com o mesmo período de 2008, o que provocou forte impacto na receita das micro e pequenas empresas. E os reflexos das flutuações na conjuntura econômica, aliados à insuficiência de políticas públicas de apoio, estão entre as principais causas que levam ao fechamento desses estabelecimentos, segundo dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Uma pesquisa da entidade indica que 27% das empresas paulistas fecham em seu 1º ano de atividade e 50% não completam o 5º ano de vida. Com os novos decretos, que instituem o programa ME Competitiva e reestruturam o Fundo de Aval (FDA), a expectativa é que estes empreendimentos possam realizar novos investimentos e resistir às incertezas financeiras.

“As micro e pequenas empresas são as primeiras que sofrem em um momento de crise. Os empresários que nos procuram estão se ressentindo muito pela diminuição do acesso ao crédito. Acredito que, agora, esta nova linha de financiamento com juros mais baixos e menor burocracia abrirá novos horizontes para a categoria”, afirma Newton Rosseto, analista da regional Bauru do Sebrae.

Segundo a instituição, as micro e pequenas empresas representam 98% dos empreendimentos do Estado, respondem por 67% das pessoas ocupadas e empregam 56% dos trabalhadores com carteira assinada em São Paulo. Juntas, representam 20% do Produto Interno Bruto (PIB) paulista.

Com o pacote, além do acesso facilitado ao crédito, elas também terão tratamento simplificado e diferenciado nas contratações realizadas pelo governo estadual e suas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.