11 de julho de 2026
Regional

Para Cremesp, pesquisa escancara a ‘agonia’ enfrentada por Santas Casas

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

A reprova em quesitos de controle à infecção hospilatar retratada na pesquisa do Cremesp evidencia, na opinião do conselheiro Carlos Alberto Monti Gobbo, a crise institucional enfrentada pelas Santas Casas. Carentes de recursos e, em muitos casos, únicas unidades hospitalares em cidades de menor porte, os hospitais filantrópicos, na visão do médico e membro do Cremesp, têm dificuldades em conjugar o estrito cumprimento às normas com a função de única alternativa de atendimento médico gratuito em alguns municípios. “São hospitais que vivem basicamente do Sistema Único de Saúde (SUS) e que enfrentam grande dificuldade no cumprimento da legislação”.

Para ele, as Santas Casas, se analisadas pelo ponto de vista “clínico”, respirariam por aparelhos: “Não me surpreende (o quadro de reprova no estudo). O problema é que ninguém mais sabe o que fazer com as Santas Casas. Em algumas cidades, já não há mais o registro de nascimento de moradores, pois não há maternidade. Ao mesmo tempo, é impensável encerrar as atividades, ninguém sabe o que colocar no lugar delas”, acentua o médico que, apesar do quadro assustador, considera ainda mais preocupante o problema de infecção nos hospitais de grande porte. “Me preocupam mais os hospitais com capacidade de acomodar 200 ou 300 pacientes e que atendem casos de alta complexidade. O problema é muito grande, em virtude do maior volume de atendimento. O que pretendemos com a pesquisa é que o Ministério Público faça a vigilância”, salienta.