09 de julho de 2026
Regional

Fazenda invadida é produtiva, diz dona de área de Agudos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - A proprietária da fazenda Nossa Senhora Aparecida, mais conhecida por Geada, em Agudos (13 quilômetros de Bauru), Angela Urquiza contestou ontem as informações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) sobre a improdutividade da terra invadida há uma semana por 120 famílias.

“Eu pago Imposto Territorial Rural (ITR) referente à área produtiva. A cobrança é escalonada com diferença entre as áreas produtivas e improdutivas.”

A fazendeira alega que a área está focada na pecuária. “Nosso forte é a criação de gado. Temos plantação de milho e cana para o trato dos animais. Além de horta. A propriedade gera renda para a União, Estado e para os empregados.”

Segundo ela, o Incra nunca fez qualquer comunicação sobre a improdutividade da terra.

Já o prefeito de Agudos, Everton Octaviani (PMDB), disse que há dúvidas sobre as áreas classificadas como improdutivas no município.

Esse documento teria sido anexado na petição ao juiz que pediu a reintegração de posse. “Temos ainda uma relação emitida pelo Incra das área improdutivas e a fazenda Nossa Senhora Aparecida não figura na listagem. Este documento foi emitido em março deste ano.”

Para ela, a situação causou perplexidade, uma vez que foi ela, a proprietária que fez prova de que a área é produtiva. “Em momento algum o MST provou que essa área é improdutiva. Eles ficaram com discurso que lhe é peculiar de que (a área) é improdutiva, sem prova cabal. Coube a mim provar que a fazenda é produtiva. Eu tive que provar a idoneidade perante ao Estado. Eles (MST) deveriam saber que toda terra que se encontra em processo de desapropriação não pode ser invadida, isso é lei.”

Reintegração de posse

As provas juntadas pela proprietária geraram um mandado de reintegração de posse. O juiz determinou a saída imediata das 120 famílias que participaram da invasão.

Segundo o comandante interino do 4º pelotão da PM, sargento Ricardo Claro de Assis, na tarde de anteontem a PM acompanhou um oficial de Justiça que foi ao acampamento dar ciência da ordem judicial. “Os acampados prometeram se retirar. No mesmo dia começaram a desmontar as barracas. Ontem mais barracas foram retiradas da propriedade. Acredito que nãos será necessário o uso da tropa de choque.” Segundo a proprietária, o juiz deferiu o pedido da família. Na opinião dela, a saída está sendo pacífica.