08 de julho de 2026
Internacional

Racha na ONU atrapalha sanção à Coréia


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Nova York - A divisão entre os membros do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre como reagir ao lançamento de um míssil pela Coréia do Norte, no último dia 4, lançam dúvidas sobre a efetividade da ação do órgão em punir o regime comunista e evitar a retomada de seu programa nuclear.

As divergências, com os aliados China e Rússia se opondo a medidas mais firmes, pode inclusive fortalecer internamente o regime de Kim Jong-il.

A Rússia rejeitou novamente ontem novas sanções contra a Coréia do Norte e manteve o discurso na retomada das negociações multilaterais sobre o programa nuclear de Pyongyang - o que o regime comunista anunciou que não fará.

“Não devemos falar de reforçar as sanções, e sim de como retomar o processo a seis. É a tarefa mais importante”, declarou o vice-ministro das Relações Exteriores, Alexei Borodavkin. “Quando o Conselho de Segurança da ONU preparava a resposta às ações da Coréia do Norte, ressaltamos a necessidade de que a resposta facilitasse a continuidade do processo a seis”, acrescentou, se referindo as negociações para a desnuclearização de Pyongyang protagonizadas por Rússia, Estados Unidos, Japão, Coréia do Norte, Coréia do Sul e China.

A China, maior aliada de Pyongyang, preferiu uma postura ainda cautelosa e simplesmente se calou distante do anúncio da retomada do programa nuclear norte-coreano. O comportamento reflete o dilema interno de Pequim que aproximar o país do processo de desnuclearização ao mesmo tempo que se preocupa com a saúde de Jong-il e seu regime.

Analistas apontam que é provável que a China permaneça reservada até que Pyongyang faça um segundo teste atômico.

Diante do anúncio da Coréia do Norte anteontem à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o fim imediato de qualquer cooperação e a reativação das instalações nucleares, o Ministério de Relações Exteriores evitou criticismo e pediu a todos os lados que mostrem controle.

Enquanto a postura da China não mudar, alerta Peter Beck, especialista em Coréia do Norte da Universidade Americana, em Washington, as negociações devem empacar.

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Coréia do Norte celebra aniversário do fundador

Pyongyang - A Coréia do Norte celebrou ontem o nascimento de seu fundador, Kim Il-Sung, em um ambiente festivo, segundo a propaganda do regime. Aos olhos internacionais, contudo, as comemorações ocorrem em meio ao agravamento da tensão, um dia depois que as autoridades anunciaram o fim das negociações sobre seu programa nuclear e a expulsão dos inspetores internacionais.

A “Festa do Sol’’ celebra o aniversário de nascimento de Il-Sung, pai do atual dirigente Kim Jong-Il, proclamado “presidente para a eternidade’’ em 1994, quando morreu. Todo ano são distribuídas cotas de comida extras à população, vítima de uma escassez alimentar crônica, assim como doces para as crianças.