10 de julho de 2026
Geral

Universitários da Unesp fazem ato em prol de moradias estudantis e de restaurante

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 1 min

Cerca de 100 estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) participaram de um ato na tarde de ontem para reivindicar a construção de moradias estudantis destinadas aos alunos carentes e de um restaurante universitário (RU). Além disso, pediram a liberação do câmpus para atividades de lazer e cultura após as 23h e se colocaram contra o corte no valor das bolsas de pesquisa.

Os estudantes andaram pelo câmpus da Unesp portando cartazes com as reivindicações e alguns com narizes de palhaço. No final da passeata, representantes dos estudantes se reunirão com o diretor da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), Roberto Deganutti, que agendou um encontro na reitoria da universidade, em São Paulo, para o próximo dia 22, às 16h. “Realmente, tivemos alguns problemas, mas a moradia estudantil está sendo licitada. Quanto à liberação do câmpus para as festas, vamos fazer uma reunião com o Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) para ver o que pode ser feito”, explica Roberto.

Para o estudante de jornalismo e diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Eneo Lourenço, falta interesse do câmpus em lutar pelas causas dos estudantes. “Eles simplesmente não têm interesse em construir as moradias ou o RU. Eles apenas querem reprimir os alunos”, afirma Eneo.

O câmpus da Unesp Bauru, apesar de ser o maior entre os 17, não possui moradia estudantil para os alunos de baixa renda. O estudante revela que, desde o final dos anos de 1980, os universitários exigem medidas que expressam direitos que o aluno deveria gozar em uma universidade pública.