07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• O artista de Serra

Enquanto apresentava o nome dos prefeitos que estavam presentes numa inauguração em Botucatu, o governador José Serra puxou pelo braço o prefeito Rodrigo Agostinho e disse: “Deixa eu ver a cara do prefeito de Bauru. Ele tem cara de diretor de teatro. Não tem cara de prefeito. Parece um artista”, brincou o tucano. Rodrigo ficou mais vermelho do que o habitual, mas riu bastante.

• Dinheiro do Gastão

Durante seu discurso, sempre bem-humorado, Serra avistou na platéia o superintendente do Centrinho da USP, José Alberto de Souza Freitas, conhecido como Tio Gastão. Rapidamente, interrompeu o que falava e perguntou: “Ah, eu sempre ajudo o Centrinho. Quanto mesmo a gente deu, Tio Gastão?”.

• Cadê meio milhão?

Prontamente, o superintendente do Centrinho disse R$ 20,5 milhões. Mas Serra o corrigiu, em tom descontraído. “O que você fez com meio milhão? Nas minhas contas foram transferidos R$ 21 milhões”, em referência ao recurso para a retomada das obras do hospital local.

• Aproveitando carona

O presidente da Emdurb, Rubito Ribeiro, não perdeu tempo. Já que estava acompanhando o prefeito Rodrigo na visita a Botucatu, aproveitou para levar ofício ao deputado estadual Pedro Tobias pedindo quatro caminhões de lixo e três basculantes. Mas Tobias disse para ele lhe entregar o documento em Bauru.

• Tobias e lei antifumo

José Serra (PSDB) disse ontem que o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) estava entusiasmado com a lei antifumo. “Espero que ele tenha votado a favor da lei”, encerrou Serra. Com a lei, o fumo será permitido apenas ao ar livre, em casa ou em cultos onde faça parte do ritual. Sendo assim, os famosos fumódromos ou áreas restritas para fumantes estão proibidos.

• Permissão de áreas

O projeto em gestão na prefeitura que prevê a venda de áreas para instalações em Distritos Industriais tem tudo para alimentar polêmica. Mesmo que não se queira entrar no mérito da mudança de cessão de uso - regra atual - para licitação, não faltarão críticos à medida, em defesa do acesso mais fácil e sem ônus.

• Uma gestação salarial

Rodrigo se reuniu com secretários ontem e recebeu as simulações para tentar resolver o impasse em torno do reajuste salarial. Ele ouviu quatro alternativas e destacou pelo menos duas para maior detalhamento. Uma das simulações prevê abono de 21,5% para ativos e inativos, outra aponta 23,5%, sem prejuízo da reposição da inflação (6%). Na quinta-feira, o prefeito definirá sua proposta aos vereadores.

• Araponga venenoso

Enquanto enfrenta dificuldades na capacidade de sua assessoria direta de exercer articulação política, o prefeito ainda conta, talvez sem saber, com um araponga venenoso. Ele comparece a reuniões, churrascos e roda de conversa de formadores de opinião para “levar e trazer recados”.

• Contra os jornalistas

Se o araponga das Cerejeiras se limitasse à nada nobre função de coletar o que falam do governo por aí, até seria digerível. Mas ficar pedindo para secretários não atenderem jornalista em pleno exercício da atividade já é demais. Desse jeito vai ter de ser homenageado pelo Sindicato dos Jornalistas, se persistir no estilo.