08 de julho de 2026
Geral

Duas chapas voltam a disputar Sindicato da Saúde dias 5 e 6

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Após ser anulada anteontem, em um dia de muita confusão e acusações mútuas de ambas as chapas concorrentes, a eleição da diretoria do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru (Seessb) foi remarcada para os próximos dias 5 e 6 de maio. A realização da votação em dois dias pretende dar maior tranqüilidade ao processo, segundo informou a assessoria de imprensa da entidade.

A eleição ocorrerá com as duas chapas anteriormente formadas, que disputarão o voto de cerca de mil funcionários de estabelecimentos particulares de saúde sindicalizados. Pela chapa 1, de situação, Vera Salvadio continua como candidata a presidente. A chapa 2, de oposição, permanece encabeçada por Carlos Alberto Segura, atual vice-presidente do sindicado.

De modo sempre tranqüilo, há cerca de duas décadas a direção da entidade, presidida no período por Marilsa Sales Braga, era pleiteada - e, conseqüentemente vencida - por chapa única. No pleito anulado anteontem, no entanto, a hostilidade entre os concorrentes chegou até mesmo a motivar intervenção policial em dois episódios, um Hospital Estadual e outro na própria sede da Seessb.

Como os ânimos estavam muito exaltados, ao final do pleito ambos os blocos pediram a impugnação do processo, o que foi aceito pelo presidente da Federação dos Trabalhadores na Saúde, Edson Laércio de Oliveira, que coordenava a mesa diretora da eleição. Não houve apuração e os votos foram queimados.

Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a chapa 1 informou que a confusão foi iniciada pela chapa de oposição, quando as pesquisas de boca-de-urna começaram a apontar que esta seria derrotada. Ainda de acordo com a assessoria, os membros da chapa 2 passaram a acusar a chapa adversária por irregularidades na eleição e começaram a “insuflar os sindicalizados, criando um clima de tensão e violência”.

Para a chapa 1, a atitude extremada se justifica pelas vantagens que os cargos da diretoria executiva do sindicato estabelecem, principalmente quanto à estabilidade no emprego. “Alguns membros da chapa 2 sabem que, mais do que nunca, precisam dessa estabilidade”, afirma a assessoria da chapa de situação. Além de não poder ser demitido, o presidente que se afasta do trabalho para exercer sua função sindical continua recebendo o mesmo salário, pago pela entidade.

A chapa 2, no entanto, argumenta que só entrou na disputa em função da apatia da gestão atual, que, segundo o candidato a presidente Carlos Alberto Segura, não estava mais atendendo aos interesses da categoria. “Havia uma incompatibilidade muito grande dentro do sindicato e não podia mais ficar assim. O rumo da administração do sindicato precisa se voltar ao trabalhador com mais garra e firmeza”, pontua.

De acordo com ele, a chapa de oposição solicitou o cancelamento da eleição porque houve uma série de irregularidades durante o processo, como boca-de-urna dentro dos espaços de votação, impedimento de fiscalização e violação de lacre de urna.

Além de Segura, integram a chapa 2 Ivanilda Barbosa Rosa, 1.ª secretária; Alcione Cristina Zanão Mazotti, 1.ª tesoureira; e Berenice Souza Silva, vice-presidente. Na chapa 1 estão Vera Salvadio, candidata a presidente; Sandra Regina dos Santos, vice-presidente; Anieli Batista de Almeida, secretária-geral; Mary Lucy Correia, 1.ª secretária; Nair da Silva, 1.ª tesoureira.