Moradores da Vila Antártica, impressionados com a retirada de alguns gatos do Cemitério da Saudade nos últimos dias, passaram a temer que seus animais também sejam levados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A informação é de Maria dos Anjos, que cuida dos animais de rua que ficam no cemitério.
Segundo ela, apenas 25 gatos moram no local. Os demais bichanos seriam da vizinhança e iriam até o cemitério para brincar com outros gatos. Maria discorda que eles somem 300, como foi informado pela Emdurb. Ela alerta ainda que todos os felinos tratados por ela são castrados e, por ajuntar tanto, não podem se reproduzir. O Instituto Vida Digna, que zela pela qualidade de vida dos animais da cidade, faz questão de salientar que os bichos não são o maior problema e sim a impunidade pelo abandono de animais.
A Emdurb informou que vai retirar dos cemitérios os gatos com algum tipo de doença. A rinotraqueíte, enfermidade encontrada em alguns gatos recolhidos pelo CCZ, não é transmitida para o homem, no entanto, é altamente contagiosa entre os felinos.