08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Netfone. Solução ou problema?


| Tempo de leitura: 3 min

Seja qual for a razão, jamais precisei recorrer à imprensa para reclamar de algum problema ou resolvê-lo, e confesso que estou perplexa com minha atitude. Mas paciência, como sabemos, tem limite. Netfone? Embratel? Procon? Pois é, recorri a todos e as perguntas e respostas foram as mesmas: “Com quem falo”? “Em que posso ajudá-la”? “Anote o número do protocolo e por fim temos que ouvir aquela indesejável maneira de falar (uso inadequado) do “estaremos passando sua ligação para o meu supervisor”. Pois é, exatamente em abril de 2008 tive a idéia de entrar na Net, situada à avenida Duque de Caxias, e fui tão bem atendida que saí com a convicção de que tinha feito uma excelente compra. Optei pelo Combo.

Porém, leitores, naquele exato momento não fiz uma compra e sim adquiri um grande problema. Minha NET foi instalada e foi combinado que todo mês, próximo ao dia 20, receberia a fatura para o pagamento. Passaram-se cinco meses e nada recebi, apesar de sempre ligar pedindo que me enviassem a mesma.

Para surpresa, no mês 08/2008 recebi a fatura com valor excessivo. Aí começou o drama. Ingênua esperança de que o problema seria resolvido com educação e rapidez. Pedi que fosse parcelada a dívida e a resposta veio imediatamente: - não posso, senhora! Só parcelamos o valor abaixo de R$ 211,00. A minha dívida era quatro vezes maior (confesso que não entendi! Parcelar menor valor?).

No mês seguinte a Net de Bauru sugeriu que pagasse a parte que caberia à TV e Internet ficando para resolver o problema do telefone (Embratel). Aceitei de imediato e paguei. Depois de muita luta, consegui um parcelamento do restante da dívida e foram pagas as parcelas nos meses 09, 10, e 11 de 2008. Pensei que o problema tivesse sido resolvido, mas minha intranqüilidade começou no mês seguinte, pois todos os dias recebia uma ligação (gravação) fazendo a mesma cobrança e todos os dias eu ligava para o número da Netfone explicando que havia pagado todas as parcelas, anotando o número do "infeliz" protocolo e todos os trâmites que nós, consumidores, conhecemos até que me cansei e não atendi mais.

No mês de março/2009 (quase um ano depois), resolvi atender e ouvir a gravação e dar a última cartada. Então liguei para a Netfone, cliquei todas as opções e por fim uma atendente me garantiu que estava tudo certo, ou seja, não havia débitos e não mais receberia essas ligações. Consequentemente, as ligações cessaram, porém, vieram cobranças via correio, e a ultima que recebi, datada de 13/04/2009, dizia que meu telefone seria desativado dentro de 05 dias... e foi!

E foi nesse mesmo dia que liguei novamente e inverti os papéis, quando me fizeram a pergunta: - em que posso ajudá-la? Respondi: cancelamento? (opção 1), vou para a imprensa ? (opção 2), faço um B.O.? (opção 3)? Não houve resposta alguma. Passados 13 minutos aguardando na linha, fui atendida por um supervisor (foram tantos que não me lembro do nome) perguntando do que se tratava. Só tive uma resposta: “favor checar os números desses protocolos (passei-os) e quero dentro de uma hora o meu telefone funcionando, não darei mais explicações e saiba do que se trata pelo jornal da minha cidade. Obrigada por me atender, tenha uma boa tarde”, e repeti aqueles blá...blá...blás... que ouvimos quando precisamos desses serviços.

Sabem o que aconteceu? Meu telefone foi ativado dentro de uma hora mesmo, mas as cobranças continuam. Agora vai a minha pergunta: será que precisamos ameaçar, brigar e estressar para resolver um problema em que estamos com a razão?

Marcia Regina de Sousa Ribeiro