Nesta semana só se falou de superávit primário
Entre tantos termos e expressões econômicas, nesta semana convivemos com notícias dando conta que o governo central reduziu a meta do superávit primário. Como diria José Simão: vamos combater o economês! Superávit quer dizer sobra. Se opõe ao déficit, que é falta. Então já sabemos que o governo pretende ter sobras. Neste contexto, “primário” tem a ver com uma sobra de recursos sem considerar o pagamento de juros por parte do governo. Seria como sua renda mensal. Você tem o salário, com ele paga as despesas do mês e existe uma sobra. Acontece que você tem um cheque especial e tem que pagar os juros porque você utilizou o limite. Neste caso, o que você ganhou menos o que gastou, sem contar o pagamento dos juros do cheque especial, seria denominado superávit primário. Assim o governo arrecada os tributos, paga seus gastos, o que sobra é denominada sobra primária.
Por que reduziram as sobras?
O superávit primário é importante para não deixar a dívida do governo aumentar. Imagine alguém não cobrindo o limite do cheque especial. Ao longo do tempo virará uma bola de neve. Funciona da mesma maneira com o governo, pois passa credibilidade aos agentes econômicos quando ele controla sua dívida interna e externa. Como a arrecadação deste ano vem caindo e o governo assumiu muitos compromissos de gastos, agora tem que arrumar dinheiro de alguma maneira. Virá da menor sobra primária. Riscos: gastar em custeio (sustentar a máquina administrativa) e não em investimentos que geram riqueza. Um governo gastador não é confiável.
E falando em cheque especial
É uma modalidade de crédito de fácil utilização, mas que gera muita inadimplência e possui características próprias que fazem com que os bancos carreguem nos juros. A média está na casa dos 9% ao mês ou 181,2% ao ano (juros compostos). É uma reserva de crédito para socorrer as pessoas no máximo em 5 dias. Por mais tempo há outras linhas de crédito mais baratas, como o consignado, crédito ao consumidor e penhor de jóias por exemplo. Você está sempre pendurado no cheque especial e utiliza por um período longo? Vale a pena buscar um empréstimo e quitar. O ideal se a coisa não está boa mesmo é pedir baixa do limite. Você pode fazer isso a qualquer momento. É seu direito e com isso diminuiem substancialmente os juros pagos. Saia da zona de conforto e cuide melhor de suas finanças, começando por pagar menos juros.
Previdência privada ou caderneta de poupança?
A escolha dependerá do horizonte de tempo. Previdência é para aposentadoria. Caderneta é reserva de valor. Acima de 10 anos a previdência tende a ser melhor, pois renderá mais do que a poupança e garantirá uma remuneração mensal acima da poupança. Se for para prazos mais curtos escolha a poupança e dependendo de quanto poupará, ou seja, valores acima de R$ 10 mil, busque um certificado de depósito bancário ou fundo de investimentos.
PGBL ou VGBL?
PGBL quer dizer Plano Gerador de Benefícios Livres. A administradora aplica o dinheiro em renda fixa e variável. Você escolhe. Depende de seu perfil, isto é, se gosta de arriscar mais para ganhar mais. Já VGBL, ou Vida Geradora de Benefícios Livres, é mais indicada a autônomos e profissionais liberais, e também oferece alternativas de acordo com o perfil do investidor. A principal diferença entre os dois tipos de planos está na forma como é cobrado o imposto de renda. O PGBL é adequado a quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, e suas contribuições podem ser deduzidas no limite de 12% da renda bruta anual. Mas a alíquota progressiva do imposto incide sobre o total resgatado. O VGBL se aplica melhor para quem faz a declaração simplificada do Imposto de Renda. As contribuições a estes planos não são descontadas da base de cálculo do IRPF, mas no momento do resgate, a alíquota progressiva incidirá somente sobre os rendimentos. Em resumo: PGBL para quem declara o Imposto de Renda pelo modelo completo, VGBL pelo modelo simplificado. Sugiro papéis menos arriscados. Fique de olho na idoneidade da instituição.
Shopping Autofest
Caminham a passos largos as obras do shopping do automóvel em Bauru. O denominado Shopping Autofest será inaugurado brevemente e abrigará 32 revendas de automóveis e 14 empresas prestadoras de serviços como lanchonetes, despachantes, instituições financeiras, lavacar, entre outras. A previsão é comercializar cerca de 500 veículos por mês e movimentar mais de R$ 130 milhões por ano. É a aposta da dinâmica da economia local e regional. A equipe da VR Alliance trabalha a todo vapor.
Casa Carvalho em Marília
Cássio Carvalho e equipe estão empenhados na estruturação da nova filial da Casa Carvalho em Marília. A tradicional empresa bauruense tem três lojas em Bauru (no Centro e no Shopping) e uma em Botucatu. Será que vem aí um novo franqueador? Penso que é questão de tempo.
Mude para melhor!
“Se continuar fazendo as mesmas coisas, colherá os mesmos resultados”, é hora de mudar, para melhor! Até a próxima.