Com fratura na clavícula, um garoto de 13 anos levou ontem mais de 50 minutos para receber atendimento, informa a família dele. O curioso é que a demora ocorreu dentro de um hospital privado, para onde João Pedro Carvalho Cândido foi levado.
“Era tanta dor que para cortá-la foi necessário o uso de morfina. Mas ninguém deu importância. A atendente ainda me tratou de forma desrespeitosa”, comentou o empresário Flávio Cândido, pai do garoto. Indignado, chamou a Polícia Militar. João Pedro trombou com um garoto na escola e ficou ferido. Como paga plano de saúde, Flávio estava certo de que ele seria rapidamente atendido no Hospital São Lucas, mas não foi o que aconteceu.
De acordo com o empresário, o garoto só foi atendido adequadamente quando a médica do plantão foi substituída por outra. Várias horas depois, um especialista foi chamado, tomou as providências necessárias e agendou uma cirurgia para hoje. “Eu desesperado e a primeira coisa que me perguntaram era se eu estava em dia com o plano de saúde. Isso dói num pai”, diz. Até o fechamento desta edição, a assessoria de imprensa do hospital não havia se manifestado sobre o assunto.