Pretória - Apesar de confirmar sua vitória nas eleições presidenciais da África do Sul, o partido Congresso Nacional Africano (CNA) ficou mais longe ontem de obter dois terços (66,7%) do total dos votos, importante marca simbólica que permitiria à agremiação alterar a Constituição do país.
Com mais de 95% das urnas apuradas até 0h45 de sábado (hora local), o CNA tinha 66,02% (11,42 milhões) dos votos, assegurando a presidência da República ao líder do partido, Jacob Zuma.
Pelo sistema sul-africano, o líder da agremiação majoritária é eleito presidente pelo Parlamento.
A Aliança Democrática (DA), principal força da oposição, conquistava 16,49% dos votos e liderava na Província de Cabo Ocidental, atualmente controlada pelo CNA.
O Cope (Congresso do Povo), dissidência do CNA criada em 2008, estava em terceiro, com 7,45%.
A surpresa do pleito é a liderança da Aliança Democrática (AD), de Helen Zille, na mais rica Província da África do Sul, Cabo Ocidental, atualmente sob governo do CNA.
Surpresa
Embora Zuma tenha pulado e dançado sua vitória, outra festa da eleição sul-africana é da AD. Com votação pouco expressiva no cenário nacional o partido conseguiu sua primeira vitória representativa: a liderança do Cabo Ocidental. A Província é o coração das indústrias de vinho, frutas e turismo do país. A vitória de Zille, que fez uma elogiada administração como prefeita da Cidade do Cabo, foi resultado de um apoio que foi muito além da minoria branca, que representa 9% da população do país.