10 de julho de 2026
Regional

‘Lixo Rico’ sustenta 18 famílias em Macatuba

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Projeto “Lixo Rico” implantado há dois anos na cidade de Macatuba garante o sustento de 18 famílias. A cooperativa, que ainda não está montada juridicamente, funciona na prática. Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos produtos recicláveis é dividida entre os catadores levando em conta os dias trabalhados. Cada um dos catadores conseguem uma retirada média de R$ 300,00/mês.

No início, o projeto atendia 15 catadores que, no decorrer dos dois anos, teve o acréscimo de mais três, explica a coordenadora Carla de Moraes Daré. Segundo ela mensalmente são coletados de 25 a 30 toneladas de produtos recicláveis que são vendidas para três empresas especializada de Bauru e região.

A prefeitura é mentora do projeto que torna a cidade limpa e prolonga a vida útil do aterro sanitário, que está legalizado perante os órgãos responsáveis, frisa o coordenador da divisão de meio ambiente do município, Antonio Carlos Perucci Júnior. “A coleta do lixo reciclável faz com que a população tenha uma consciência ecológica mais apurada. O lixo recolhido deixa de ir para o aterro.”

O Projeto Lixo Rico, explica o chefe do gabinete da prefeitura, José Aurélio Paschoal, não é só a coleta. Tem também um trabalho social que visa a emancipação dos participantes. “O serviço social faz palestras de conscientização para os catadores.”

Pachoal explica que a coleta atinge somente 60% das moradias. “Na implantação do projeto fizemos campanha de casa em casa com entrega de panfletos, palestras nos clubes de serviço e os comerciantes abraçaram a idéia. Porém, passados dois anos, cerca de 40% dos moradores ainda não separam o lixo orgânico do reciclável”. O assessor admite que vai ter que desencadear nova campanha. “Vamos ter que reforçar as informações para conseguir a totalidade.

____________________

Pederneiras coleta óleo desde o ano passado

A cidade de Pederneiras saiu na frente na coleta de óleo de cozinha. Um projeto sócio ambiental capitaneado pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) coleta em média mil litros de óleo/mês. O envolvimento de toda as escolas municipais e particulares do município garante a arrecadação. A cidade de Boracéia vai incrementar a coleta também.

O coordenador do projeto Pedro Jorge Satório confirma a parceria e explica que a cada dois mil litros arrecadados é feita a venda. “Vendemos o óleo para uma empresa que tem compromisso com o meio ambiente e com registro na Cetesb. Toda a borra (resíduo do óleo é direcionado à fabricação de alimento para gado.”

Com quase um ano de existência, o projeto já é uma referência quando o assunto é coleta de óleo de cozinha. “As escolas recebem um incentivo, através de um prêmio que é um computador. A cada cinco mil litros arrecadados, a escola ou entidade que mais arrecadou ganha um computador. A primeira premiada foi a unidade do Sesi, em seguida foi o Asilo São Vicente de Paula que recebeu o equipamento.”