O secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, admitiu ontem em Bauru que prévias para escolher candidato majoritário do PSDB é hipótese para a eleição presidencial. Ele descartou esse mecanismo na escolha do sucessor de José Serra ao Palácio dos Bandeirantes.
O sistema de prévia prevista no estatuto do partido é espécie de eleição interna em que o filiado escolhe o candidato do partido que vai disputar o cargo eletivo.
“É um tema (prévias) que está sendo colocado para um dilema que poderia existir entre as candidaturas de José Serra e Aécio Neves. O governador (de São Paulo) não está em campanha e só vai decidir no ano que vem”, declarou Aloysio.
O partido tucano já fez consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre como realizar prévias.
Se não houver consenso no partido, o secretário da Casa Civil declarou que não vê dificuldade que o partido faça prévias para ouvir os filiados em qual candidato lançar na eleição presidencial.
“O mecanismo de prévias está previsto no estatuto do PSDB”, declarou.
Ele negou que seja virtual candidato ao governo de São Paulo. “É muito cedo ainda tratar dessa questão”, desconversou. Na sucessão estadual os nomes cogitados têm sido o dele e do ex-governador Geraldo Alckmin.
O nome de Aloysio foi citado como “futuro governador” pelo presidente do diretório do PTB, Ricardo Oliveira, na inauguração, ontem, do escritório político petebista bauruense.
O secretário de Casa Civil não acredita que o PSDB possa rachar se realmente optar pelas prévias. “O partido Democrata americano não rachou. Por que haveria de rachar se fizermos prévias? Não há diferença nas propostas entre governador Serra e Aécio. São companheiros de partido e possuem os mesmos ideais. Não há razão de fundo para que venham a se separar. O que há é uma avaliação de quem é o nome mais adequado para conduzir uma candidatura de oposição em 2010”, disse Aloysio.
Plano habitacional
O secretário-chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, negou que o governo do Estado se recusou a aderir ao programa “Minha casa, minha vida”, do governo federal. A polêmica irritou o governador Serra nesta semana, o que provocou o desmentido no jornal Agora.
Segundo reportagem do jornal, o governo paulista teria se recusado a aderir ao pacote da casa de Lula porque não concordava com algumas regras do programa da União e que queria repasses de verbas federais para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).
Ontem, em Bauru, Aloysio Nunes Ferreira afirmou que o próprio jornal, que provocou a polêmica, já desmentiu. “O governador José Serra esteve numa reunião com o presidente Lula quando anunciou o programa habitacional há três meses. Depois Serra levou sugestões que foram adotadas pelo governo federal”, disse Aloysio.
Entre as sugestões adotadas estão a que incentiva a legalização fundiária e registro das casas em nome da mulher como ocorre com a lei paulista.
“Estamos prontos a colaborar naquilo que o governo federal pediu, ou seja, fornecer terrenos disponíveis, agilizar o processo de aprovação de licenciamento ”, declarou.