10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Descomplicando a economia

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 4 min

• Linha branca com IPI menor

Se o governo quer estimular vendas de produtos, o caminho é reduzir sua participação no setor privado. Com menor tributo, o preço final poderá ficar mais barato. O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) é um imposto federal. Quando o setor industrial vende o produto, incorpora este imposto ao preço final. Portanto, o preço fica mais caro para o revendedor. O governo reduziu o IPI para geladeiras, com o IPI saindo de 15% para 5%; fogão, caindo de 5% para zero; máquina de lavar roupas, com queda de 20% para 10%, e os tanquinhos de lavar roupas, com queda de 10% para zero. Custos menores, possibilidade de preços menores para o consumidor final.

• Compro ou não compro?

Sim, compre! Calma. Considere o seguinte: seus eletrodomésticos estão velhos, com gastos elevados em manutenção? A geladeira consome muita energia? Não pense duas vezes, compre já. Os descontos chegam a 25%. Não é milagre, é que eles colocam o preço normal, e não o promocional. Os preços realmente caíram. Cuidado com o prazo longo. Os juros são de 6% ao mês ou 101% ao ano (juros compostos): elevadíssimos. Se puder, prefira pagar à vista.

Não, não compre! Respire fundo. Tem espaço para assumir mais um compromisso financeiro? Sua renda não está comprometida com outros gastos? Se tiver, mesmo que os preços sejam tentadores, adie a compra.

• A loja anuncia em 10 vezes sem juros, é verdade?

Muitos lojistas aumentam o preço ou eliminam os descontos para pagamento à vista. Acabam mascarando o valor do produto. Faça um teste. Vá até a loja e diga que irá comprar à vista, em dinheiro. Negocie desconto. Se o vendedor lhe disser: “Bem, em dinheiro eu lhe concedo um desconto”, pronto: os juros já estavam embutidos. Mas se o vendedor insistir dizendo que não há alteração no preço, ou seja, pagar à vista é idêntico a pagar a prazo, a saída é pesquisar o mesmo produto em outras lojas e comparar os preços. Se o concorrente fizer preço menor, à vista, esteja certo de que os juros estavam embutidos no crediário. Em resumo: neste caso não há milagre e nem almoço de graça.

• Devo dar mesada aos meus filhos?

Sim. É uma maneira de educar os filhos para o mundo financeiro. Por sinal, as famílias se preocupam pouco com este tema. Mesmo com pouca idade é preciso orientar os filhos sobre o dinheiro. Faça assim: estabeleça uma semanada. Calcule R$ 1,00 por cada ano de vida de seu filho. Comece após os 7 anos. Por exemplo: 7 anos de idade, semanada de R$ 7,00. 10 anos de idade, semanada de R$ 10,00. Oriente para que gaste com coisas específicas dele, tais como cantina, algumas guloseimas, uma saída com amiguinhos. Não permita que gaste em produtos que ele tem expectativa de que sejam bancados pelos pais, como material escolar, roupas de uso normal, entre outros. Agora é preciso controlar. Antes de entregar um novo dinheiro, peça prestação de contas e avalie se está gastando bem. Estimule a poupar, premiando o esforço em guardar dinheiro.

• Comprei o produto e quero trocá-lo, e aí?

Pelo Código de Defesa do Consumidor, em compras presenciais as lojas não estão obrigadas a efetuar trocas de produtos. Somente se as compras forem a distância. Neste caso, comprando por catálogos ou Internet, há uma previsão de sete dias para o arrependimento da compra. Claro que as lojas devem agradar aos clientes, assim sendo, mesmo sem a obrigatoriedade podem permitir as trocas. É questão de encantar aquele que traz dinheiro para sua empresa.

• Gastos públicos: custeio x investimentos

A política fiscal do governo contempla a política tributária (arrecadação) e a política de gastos. Os gastos são canalizados para custeio ou para investimentos. Gastos em custeio são os gastos para manter a máquina do Estado, como por exemplo a folha de salários dos servidores públicos. Já os gastos em investimentos são aqueles que geram emprego, renda, enfim, riqueza. Construir estradas, hidrelétrica, portos, aeroportos, hospitais, são exemplos de gastos em investimentos. Como o dinheiro que vai para o setor público, apesar de elevado, é finito, se houver exagero nos gastos em custeio, faltarão recursos para investimentos. Por isso é que todos nós devemos exigir qualidade no gastos do setor público.

• Multicobra: crescimento contínuo

José Martins está comemorando o excelente momento de sua empresa, que é especializada em cobranças. Ao completar 29 anos de atividades em abril, mudou para nova sede, na rua Bandeirantes com a Treze de Maio, e ainda ultrapassou a marca de 1.000 funcionários e colaboradores. A Multicobra é o tipo de empresa que acredita na economia local, expande seus negócios e usufrui da excelente logística oferecida pela cidade. À equipe Multicobra, nossos cumprimentos.

• Mude para melhor!

Saiba que “o pior planejamento é aquele que não existe”. Se deseja mudar, comece já. Mude para melhor! Até a próxima.