09 de julho de 2026
Nacional

Bagdá acusa EUA de violar pacto após uma ação com dois mortos


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Bagdá - O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, qualificou de “violação’’ ao pacto de segurança entre Washington e Bagdá o ataque norte-americano em Kut (150 km ao sudeste de Bagdá), ocorrido ontem. Um homem e uma mulher morreram, e seis pessoas foram presas.

Maliki pediu à coalizão internacional liderada pelos EUA que julgue os responsáveis. Dois comandantes iraquianos foram detidos por terem autorizado a operação sem terem prevenido o Ministério da Defesa.

De acordo com o porta-voz do ministério, Mohammed Al Askari, uma comissão foi enviada à cidade para investigar o caso. Houve protestos em Kut contra a presença das forças americana.

Porém, os EUA afirmaram que a operação “foi coordenada e aprovada pelo governo iraquiano’’ e que seu alvo era uma casa em que estava um grupo de elite de milicianos xiitas, armados e financiados pelo Irã.

O artigo 4.2 do pacto de segurança assinado em novembro entre os dois países estipula que, partir de janeiro, todas as operações militares dos EUA no Iraque devem ser “realizadas em coordenação com autoridades iraquianas’’.

O acordo também prevê a retirada das tropas americanas de todo o país até o final de 2011. Em março, o presidente Barack Obama anunciou que retiraria 90 mil soldados, dos atuais 142 mil, até agosto de 2010.

Enquanto ocorria nas ruas de Kut o funeral das duas vítimas do ataque americano, manifestantes pediam a libertação dos seis presos e gritavam slogans chamando os EUA de “ocupantes criminosos’’.

Segundo o chefe de polícia Aziz Al Amara, as vítimas do ataque eram inocentes. Um dos detidos, segundo ele, era um capitão da polícia

Em março e abril de 2008, a Província de Wasit foi palco de combates durante uma sublevação de seguidores do clérigo radical xiita de oposição Moqtada al Sadr.