09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Executivo / Legislativo / Vereadores / Justiça


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É público. A Prefeitura Municipal de Bauru estava negociando a folha de pagamento. Nessas negociações não se fala, não se escreve nada sobre benefícios dos funcionários como, por exemplo, taxas, tarifas, manutenção de conta-corrente, saques em caixas eletrônicos, cobranças de talões de cheques, etc etc, que os servidores deverão pagar ao banco para receber seus (?) salários. Contudo, serve como argumento para a realização dessa transação que a prefeitura vai investir o apurado nos sistemas de informatização da Câmara.

Daí uma coisa que causa indignação. Ora, se o Legislativo devolve anualmente à prefeitura valores maiores que o dobro da negociação da folha, por que esse valor nunca foi aplicado nos meios informáticos? Continuando com o raciocínio, outro fato que vem à mente é a contabilização do valor pelos envolvidos. A que título ou nomenclatura será lançado o valor pelo repasse a CEF ao Executivo e deste à Câmara Municipal.

Outro assunto que chama a atenção é o meio de comunicação do Legislativo. Já escrevi inúmeras matérias sobre o assunto. Ela, a Câmara, tem ao seu dispor a TV Câmara e Diário Oficial do Município (DOM). Com contrato, tem a TV Preve e Rádio Auri-Verde. A preocupação fica com as despesas de toda essa parafernália. Será que tudo isso é necessário? Estaria, por exemplo, a TV Câmara servindo à população, se a mesma está embutida em programação fechada? Vejam o alcance dessas informações. Não é chegado o momento de se averiguar os meios de comunicação da Câmara, se realmente é compensador a manutenção de tudo isso?

Para finalizar, quero lembrar que o então vereador Leandro Martins foi indiciado, processado, condenado, preso e doente falecendo e cumprindo pena, por crime (?) que outros cometeram também, mas aí estão trabalhando (?) nos meios políticos. Como será o fim?

Elpídio Cristino de Lima