08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Motoqueiros em risco


| Tempo de leitura: 2 min

Muitas pessoas se julgam nunca errarem por acharem que motoqueiro é sempre o vilão da história. Recentemente as estatísticas nos mostraram que há no mínimo dois acidentes envolvendo motos por dia, sabendo-se que estes transtornos são causadas por pessoas imaturas, embriagadas, muito das vezes adolescentes ou sem autorização para dirigirem.

Ultimamente vem se criando um tabu afim de que motoqueiro de modo geral não tem responsabilidade no trânsito e são constantemente imprudentes, mal sabendo a população telespectadora destes fatos que as motocicletas não estão envolvidas entre si, muito pelo contrário, pelos frágeis veículos desprovidos de segurança alguma, está no cotidiano do cidadão que o condutor é 100% exposto ao risco, além do mais, se ficarmos atentos com o que vem acontecendo no dia-a-dia, veículos do porte pesado como carretas e caminhões, e do porte médio e leve, como caminhonetes e carro domésticos, estão sempre envolvidos com estas motos.

Em 17 de fevereiro de 2007, sofri um acidente quando pilotava prestando serviço nas ruas de Bauru, e em uma bifurcação fui surpreendido por uma condutora de menor no volante, me fechando, atirando-me para cima de outro veículo que estava parado aguardando para fazer um retorno. Caí sofrendo um corte perto da artéria do pescoço, mas graças a Deus estou aqui. Mais ou menos dia 13 ou 14/03, um colega de serviço deixou um cliente na Labirintus e quando retornava à base, ainda na altura do Erus entre o Alameda Quality Center, foi desviar de um buraco que tem na rodovia, o pneu derrapou na areia levando o condutor ao chão, tirando partes do couro de seu corpo, no dia 28 de março, logo que terminou o show da Ivete Sangalo, parei a moto no acostamento da rodovia Piratininga/Bauru para pegar um cliente, no que tirei o capacete para falar com o passageiro um ford K me surpreendeu batendo violentamente na traseira da moto arremessando-me para o alto, onde sofri uma TCE frontal. Temos aí três exemplos de acidentes onde não foram causados por negligência do condutor da moto, e sim por fatores naturais, e por condutores de veículos irresponsáveis.

Fica o apelo à população habilitada que transita nas ruas de Bauru para que tenha mais cuidado com os colegas motoqueiros, somos pais de família e pedimos atenção dobrada por estarmos sempre com o corpo em risco, às autoridades, que promovam campanhas para conscientização alheia deste trânsito desgovernado que sobe e desce sem saber o que tem e vem pela frente. Manifesto minha estima na certeza de que serei atendido para amenizar este problema caótico.

Joás Matos