Genebra - A epidemia de gripe suína chegou ao Oriente Médio e a Oceania ontem, com casos confirmados da doença em Israel e Nova Zelândia. Alemanha, Argentina, China e Coréia do Sul anunciaram também ontem que investigam suspeitas de contaminação pelo vírus. Na Costa Rica, uma mulher de 21 anos está com gripe suína, informou ontem o Ministério da Saúde do país.
Com isso, a doença, que pode ter matado 152 pessoas no México, já é registrada também em outros sete países - EUA (64), Canadá (6), Espanha (2), Escócia (2), Nova Zelândia (3), Israel (2) e agora Costa Rica (1).
No México, onde o surto da doença começou, o número de suspeitas de morte por gripe suína chegou a 152. As autoridades mexicanas confirmam 22 mortes pela gripe suína e investigam outras 130. Segundo o ministro de saúde mexicano, Jose Angel Cordova, mais de 1.900 estão infectados com a doença.
OMS
Já a OMS (Organização Mundial da Saúde) contabilizou ontem 105 pessoas infectadas pela gripe suína em sete países. A organização advertiu que o vírus continua a se propagar e pediu aos países que se preparem para uma pandemia global.
Com exceção do México, onde a OMS confirmou sete mortes - e não 20, como chegou a ser divulgado pelo próprio governo mexicano -, em todos os demais países os casos são de manifestações brandas do vírus. Os pesquisadores da organização ainda não sabem explicar por que a doença apresentou sintomas muito mais graves no México do que fora de suas fronteiras. Eles estudam o perfil dos infectados para obter alguma pista.
Enquanto alguns pacientes nos EUA se recuperaram sem sequer receber medicamento, outros no México desenvolveram pneumonias severas que levaram à morte.
Além do alcance geográfico, o que preocupa os especialistas é a alta capacidade do novo vírus de se transmitir entre humanos. Foram revelados casos de estudantes em Nova York que pegaram a doença sem ter estado no México, o foco principal do vírus. Eles teriam sido contagiados pelo contato com pessoas que estiveram no país.
A organização confirmou ontem o segundo caso na Espanha, dois casos no Reino Unido, dois em Israel e três na Nova Zelândia. Assim, chegou a 7 o número de países afetados, com México (26), EUA (64) e Canadá (seis) no topo da lista. A Costa Rica anunciou 1 caso, mas a OMS não confirmou.
Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS, explicou que o organismo só conta os casos confirmados em laboratório e comunicados pelos países.
Todos os novos casos registrados ontem foram de pessoas que estiveram recentemente no México.