Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentou minimizar a importância do marco de cem dias de seu governo, completados ontem, dizendo tratar-se de um termômetro artificialmente criado pela mídia. Mas o presidente eleito sob comemoração não só nos EUA como em todo o mundo, aproveitará a data para comemorar sua alta popularidade, com taxas de aprovação superiores a 60%, sob os holofotes.
O marco dos cem dias é tradicionalmente usado nos EUA para avaliar as políticas do recém-chegado presidente, mas analistas alertam que ainda é cedo para dizer se a longa lista de iniciativas de Obama terá sucesso.
Mesmo assim, o governo preparou alguns eventos - uma conversa do presidente com cidadãos de Arnold, Missouri, e uma entrevista coletiva televisionada às 20h (21h de Brasília) de ontem.
Obama deve usar esses eventos para promover sua agenda de reforma da saúde pública, de apoio aos setores bancário e automobilístico, de combate ao aquecimento global e de uma busca por maior engajamento internacional.
Entre outros feitos, Obama conseguiu a aprovação de um plano de US$ 787 bilhões para a luta contra a crise econômica e estipulou as bases para o fim da ocupação do Iraque, além de fixar uma nova estratégia para o Afeganistão e ordenar o fechamento da prisão de Guantánamo.