23 de abril de 1564: nascia na pequena cidade de Stratford-on-Avon, perto de Londres, William Shakespeare, que se tornaria o maior poeta da língua inglesa e o teatrólogo mais encenado no mundo inteiro. Nunca houve um dia em que uma ou mais peças de Shakespeare não tenha sido apresentada em alguma parte do mundo, quase quatrocentos anos após sua morte.
Quem não conhece a história de amor vivida por dois jovens de Verona (Itália), na peça “Romeu e Julieta”? Todos nós já ouvimos a frase: “To be or not to be, that is the question” (ser ou não ser, eis a questão), que faz parte da peça “Hamlet”. Shakespeare usa imagens poéticas, diz verdades universais, torna o texto de quatro séculos algo contemporâneo, atual.
Permanece um mistério como um homem de educação modesta, sem pretensões intelectuais, que só pretendia propiciar bom divertimento ao londrino coevo, tornou-se o maior poeta da língua inglesa. Num museu de Londres há um quadro pintado a óleo que retrata o rosto de Shakespeare. Ele usa um pequeno brinco de ouro na orelha esquerda, exatamente como fazem muitos jovens hoje em dia.
Shakespeare contribuiu para a língua inglesa criando algumas palavras usadas até hoje no cotidiano. Eis algumas delas:” blood-stained” (machado de sangue), “fancy-free” (sem compromisso, sem namorado), “lonely”(solitário), “countless” (inumerável), “dwindle ”(diminuir a intensidade, importância) e “salad days”(anos verdes, idade da inexperiência). Aos 52 anos ele faleceu no mesmo dia e no mesmo mês em que nasceu: 23 de abril de 1616.
Gilberto Sidney Vieira