Em um jogo que permanecia indefinido até dois segundos para seu fim, o GRSA/Itabom mostrou sua força dentro de casa e derrotou o Joinville, quarto colocado no Novo Basquete Brasil (NBB) por 89 a 86 e segue assegurando sua presença nos playoffs da competição. E mais, já vislumbra uma colocação melhor que a oitava vaga, já chegou aos 36 pontos e colou no sétimo, Franca, e sexto, Pinheiros, ambos com 37 pontos. Além disso, manteve o Paulistano, principal ameaça à classificação, a um ponto de distância.
A seqüência do GRSA/Itabom, a princípio, também é um fator positivo nas pretensões de galgar degraus na zona de playoffs. O próximo jogo é contra o Univates, em Bauru, amanhã, às 20h. A seguir, encara Saldanha da Gama e Cetaf, último e 12º, respectivamente. O time de Guerrinha fecha sua participação na fase de classificação contra Assis, em Bauru.
O destaque do jogo de ontem foi o armador Larry Taylor, que por pouco não atinge um triplo-duplo: anotou 21 pontos, pegou 14 rebotes e deu seis assistências. O cestinha da partida foi o armador Manteiguinha, do Joinville, com 26 pontos.
Jogo
O primeiro quarto teve dois momentos distintos, o primeiro favorável ao GRSA/Itabom e o segundo ao Joinville. Depois de sair atrás no placar, o GRSA/Itabom conseguiu impor seu jogo nos minutos iniciais e passou a comandar o confronto. Errando menos que o Joinville e saindo em bons contra-ataques, abriu 14 a 6, forçando o técnico Alberto Bial a parar o jogo e orientar sua equipe. No retorno do tempo, o time de Santa Catarina reagiu e o empate em 22 pontos veio quando faltavam 23s para o final da parcial. Foi o tempo necessário para Larry Taylor infiltrar e marcar os dois pontos que deram a vitória no quarto ao Bauru por 24 a 22.
Logo no retorno para o segundo quarto, Joinville virou o jogo, após dois ataques desperdiçados por Bauru e uma falta antidesportiva assinalada pela arbitragem de Larry em cima de Jefferson. O duelo seguiu disputado ponto a ponto. Quem se deu melhor no revezamento de jogadores foi o GRSA/Bauru, que conseguiu abrir pequena vantagem de quatro pontos, o que persistiu até os 7min55s da parcial, quando o Joinville empatou novamente em 42 pontos. Restando dez segundos para o encerramento da parcial, Bauru perdia por um ponto. Já no estouro do cronômetro, Alex sofreu falta e converteu os dois lances livres, mantendo o GRSA/Itabom à frente por 49 a 48.
Joinville voltou mais ligado para o terceiro quarto e em 4min5s, fez dez pontos contra três do GRSA/Itabom. O jogo ganhou em velocidade, mas caiu muito tecnicamente e ambos os times desperdiçaram vários ataques e contra-ataques. Mesmo assim, o empenho defensivo do GRSA/Itabom permitiu à equipe uma considerável reação e, em uma parcial marcada pelos erros, conseguiu reagir e diminuir a desvantagem para apenas um ponto, 62 a 61.
No retorno para a quarta parcial, o GRSA/Itabom é que entrou aceso. Em dois bons lances de Mãozão e Fischer (de três), abriu quatro pontos e deixou o bom público no ginásio da Luso eufórico. Na seqüência, o time de Santa Catarina encostou no placar, apenas um ponto atrás, e Larry chamou a responsabilidade para si. Em grandes jogadas ofensivas e com boas assistências, comandou o GRSA/Itabom, que reagiu e abriu 79 a 74. Mas as emoções estavam longe de se esgotarem na Luso. Os instantes finais foram dramáticos. A menos de um minuto para o fim, a vantagem bauruense era de dois pontos. Era, porque o pivô Tiagão anota dois pontos, sofre a falta, acerta o lance livre e põe o Joinville à frente por 85 a 84.
Mas não faltou personalidade, disciplina tática e um inspirado Larry ao GRSA/Itabom. Restando 18s, o norte-americano devolve a vantagem aos donos da casa. A partir daí, é preciso considerar cada segundo. Posse de bola para o Joinville e falta de Alex em Manteiguinha. O armador, sob vaias ensurdecedoras dos torcedores bauruenses, acerta apenas um dos lances livres e empata a partida em 86 pontos. O cronômetro apontava 13s para o jogo acabar. Bola na mão de Larry, que parte para cima da marcação e é parado com falta. Depois do tempo técnico, que aumentou a tensão, Larry cobra os lances livres. O primeiro arremesso chorou e caiu. O segundo acabou nas mãos de Mãozão, que teve dois segundos para marcar os últimos pontos e definir o placar de 89 a 86 para o GRSA/Itabom.
“Não foi um jogo tecnicamente bom, mas foi disputado, equilibrado. Nosso time teve mais superação. Tentamos várias alternativas, que premiou a persistência e o trabalho do grupo”, analisou Guerrinha.