10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Somente advogados não aderem à greve da CEF

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Os cerca de 15 arquitetos e engenheiros da Caixa Econômica Federal (CEF) de Bauru e região seguem em greve, por tempo indeterminado, por reivindicação salarial. Apenas os advogados não aderiram à paralisação, iniciada ontem, em conjunto com uma mobilização nacional que pede a revisão no plano de carreira dos chamados cargos profissionais do banco.

“Não recebemos nenhuma proposta da CEF, então continuamos parados. Em âmbito nacional, o movimento está fortalecido e seguiremos adiante”, comenta o diretor sindical Carlos Castilho. Na próxima segunda-feira, a partir das 17h, os grevistas se reúnem em assembléia na sede do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, filiado à Conlutas.

De acordo com Castilho, além dos profissionais de engenharia e arquitetura, somente um funcionário do departamento jurídico da Caixa em Bauru aderiu à paralisação. “A função dos advogados é defender o banco judicialmente, então acredito que se posicionar contra a empresa seja uma situação um pouco confusa para eles. Mas estamos fazendo um trabalho de convencimento, para que eles vejam como essa luta é importante”, frisa.

Embora a mobilização não tenha afetado o funcionamento das agências para o público em geral, a expectativa é de que os programas de financiamento habitacional, como o “Minha Casa, Minha Vida” e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) venham a ser prejudicados.