Caracas - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, desafiou seu colega norte-americano, Barack Obama, a demonstrar com fatos sua vontade de promover mudanças nas relações de Washington com a América Latina, e rejeitou um relatório no qual os EUA criticam a atuação venezuelana na luta contra o terrorismo.
Chávez tinha péssima relação com o antecessor de Obama, George W. Bush, e tem dito que ninguém deve se iludir com o novo ocupante da Casa Branca.
Em discurso por ocasião do Dia do Trabalho, Hugo Chávez lançou novos ataques ao “império” e ao capitalismo, e reiterou o apelo para que Obama suspenda o embargo econômico a Cuba.
Hugo Chávez aproveitou também para desqualificar o relatório da véspera, em que os Estados Unidos incluem a Venezuela na lista de países que não colaboram suficientemente na luta contra o terrorismo.
“(Obama) diz que vem fazer mudanças (...). Não se trata de discursos nem de sorrisos, se trata de realidades, assim que rejeitamos categoricamente essa infâmia do governo Obama contra a Venezuela”, disse Chávez a uma multidão nos arredores do palácio presidencial.
Chávez e Obama trocaram sorrisos e abraços na recente cúpula regional de Trinidad e Tobago. Além disso, a Venezuela é um importante fornecedor de petróleo para os EUA, que é também a maior origem das suas importações.
Protesto
Um protesto convocado por sindicatos e partidos de oposição venezuelanos, ontem, terminou com um enfrentamento entre manifestantes e polícia.
Milhares de opositores de Hugo Chávez saíram às ruas de Caracas no 1 de Maio para protestar contra as recentes medidas centralizadoras promovidas pelo presidente e contra o que qualificam de perseguição política à oposição. Muitos carregavam fotos de Manuel Rosales, líder opositor acusado de corrupção que no último dia 27 obteve asilo no Peru.