Washington - O número de casos confirmados de gripe suína - cujo nome oficial é “influenza A (H1N1)’’ - no mundo chegou a 365, em 13 países, de acordo com o balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado ontem. O número inclui dez mortes - nove no México e uma, de um bebê mexicano, nos EUA.
O balanço, porém, não inclui dois casos que foram confirmados pela ministra da Saúde francesa, Roselyne Bachelot-Narquin. Os casos são um homem de 49 anos e uma mulher de 24 que estão hospitalizados, na região de Paris. Outro caso que ainda não foi registrado pela OMS é o de uma pessoa na Costa Rica.
Há diferença também nos números da OMS para o México e do próprio governo mexicano. O balanço da OMS contabiliza 156 casos e nove mortes no México, mas o governo mexicano diz que são 343 e 15, respectivamente.
Pelo balanço da OMS, os EUA tem 141 casos confirmados, incluindo o do bebê mexicano que morreu. Os outros países com casos confirmados da gripe suína são Canadá (34), Espanha (13), Reino Unido (8), Nova Zelândia (3), Alemanha (3), Israel (2), Hong Kong (1), Dinamarca (1), Áustria (1), Holanda (1) e Suíça (1). Em ao menos três países - Escócia, Espanha e Alemanha -, há pessoas que não estiveram no México recentemente, ou seja, que contraíram a doença por meio de outras pessoas.
O atual nível de alerta da OMS para a doença é 5, em escala que vai de 1 a 6. O último nível caracteriza uma pandemia (alcance global).
O caso confirmado em Hong Kong colocou a região em alerta. Segundo as autoridades, o caso é de um que mexicano que viajou no voo 505 da empresa China Eastern do México para Hong Kong, com escala em Xangai. Mesmo assim, foi declarado estado de emergência, e todo o hotel onde o mexicano infectado se hospedou está em quarentena.
Hong Kong está em alerta máximo contra a gripe suína, diante do temor de que o primeiro caso desencadeie uma epidemia no território e, possivelmente, no restante da populosa China. A Ásia foi o continente mais atingido pela epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), em 2003, que matou mais de 700 pessoas.
O presidente Barack Obama disse hoje que a epidemia de gripe suína poderá seguir o curso de “uma gripe comum qualquer’’ no país, mas ressaltou que Washington se prepara para o pior.