08 de julho de 2026
Política

Custo de reforma de escolas varia 42%

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

O custo de reforma e ampliação de escolas municipais apresenta variação de até 42% a mais para a Prefeitura de Bauru. A administração argumenta que, de um modo geral, o custo sobe dependendo do tipo de obra a ser executada. As duas Emeiis entregues na última semana e contratadas no governo passado – Garibaldo e Wilson Monteiro Bonato – apresentaram diferença de R$ 15 mil entre si, sendo que o menor custo ficou em mais de R$ 672 mil. Já em licitação nova, a primeira empresa classificada para a reforma da Emei “Leila Berriel Aidar” deu um preço de R$ 959.369,94 para o serviço, conforme publicação no Diário Oficial de Bauru (DOB), edição da última terça-feira. A variação é bem superior à das duas escolas entregues na semana passada.

Para o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), não há discrepância entre os valores. Ele explica que haverá muita variação de preços porque cada escola possui um projeto diferente para reforma e ampliação. Ele argumenta que há prédios escolares com diferente grau de deterioração.

Segundo Rodrigo, o que não pode ocorrer é o estouro do orçamento previsto na planilha de custo definida pelo projeto da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). A licitação prevê valores diferentes apresentados por cada empresa interessada na obra. No entanto, a Seplan cuidaria para que não ocorra grande variação no valor da obra. Ele argumenta ainda que há escolas dimensionadas para 150 alunos, enquanto outras para até 300. “Não dá para comparar”, frisa.

A Garibaldo, no Jardim Santana, entregue na última quinta-feira ganhou 623,97 m², saindo de 446,79 m² de área construída para 1.070,76 m², ao custo de R$ 672.606,34. Entregue na terça-feira, a “Wilson Monteiro Bonato”, no Jardim Europa, custou R$ 687.606,34. A escola teve um ganho de 530,11 m² de construção, passando dos 289,24 m² para 819,35 m². Na comparação de preços, a que teve menor ampliação – Wilson Monteiro Bonato - custou mais caro.

As duas escolas estão dimensionadas para atender 150 alunos. Segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura, as duas Emeiis foram dotadas exatamente com as mesmas estruturas físicas, conforme o projeto padrão. Foram implantadas em ambas escolas duas novas salas de atividade e salas multi-meio equipadas com cinco computadores. Acrescentou-se ainda um bloco para berçário com sanitários adequados para banho, lactário e fraldário, sala para repouso e solário.

As escolas ganharam novo pátio, refeitório, cozinha, despensa, área de serviço, lavanderia, além da reformulação do sistema de combate a incêndio e cumprimento das exigências da lei de acessibilidade. Ambos os prédios tiveram troca do telhado, piso, instalações elétricas e hidráulicas.

Apesar das semelhanças das novas estruturas físicas, a reforma e ampliação da “Wilson Monteiro Bonato”, ainda que tenha uma expansão de área construída menor, foi R$ 15 mil mais cara do que a Garibaldo.

A Secretaria Municipal de Planejamento, responsável pelo cálculo do custo das obras executadas nas escolas da rede municipal de ensino, informa que apesar dos projetos das reformas e ampliações apresentarem tipologia padrão - material a ser usado, quantidade de salas, sanitários e outros -, além da necessidade individual de reparos a serem realizados nos prédios existentes, o valor varia de acordo com o total de área construída.