09 de julho de 2026
Internacional

OMS: propagação de vírus está no início


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Genebra - Dez dias após emitir o primeiro alerta sobre o surto do vírus A(H1N1), causador da gripe suína, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse ontem que a propagação da doença está “só no começo’’ e que seu impacto ainda é imprevisível.

A organização confirmou que o vírus continua a se espalhar e manteve o alerta no nível 5, que indica a iminência de pandemia. O número de casos confirmados pela OMS pulou ontem de 658 para 898 em 18 países, com 20 mortes (19 no México e uma nos EUA) - a maioria dos doentes, no entanto, é afetada de forma branda.

Um caso de contágio anunciado pelo governo da Colômbia, que seria o primeiro na América do Sul, ainda não havia sido confirmado pela OMS até ontem.

Ante avaliações otimistas de autoridades do México e dos EUA, que minimizaram a letalidade do vírus e sua capacidade de se espalhar, a organização insiste em advertir que é cedo para dizer que o pior já passou.

“Ainda estamos nos primeiros 200 metros’’, disse Keiji Fukuda, vice-diretor da OMS, comparando a propagação do novo vírus a uma maratona (prova atlética de 42,1 km).

Segundo Fukuda, uma das maiores preocupações da OMS é que a conclusão precipitada de que o vírus não oferece perigo desarticule ações de precaução contra uma pandemia.

Desde que entrou em estado de emergência por causa da gripe, a OMS busca a dose certa de alerta para evitar o pânico sem baixar a guarda ante o risco de pandemia. A mensagem principal é que é preciso combater a complacência mesmo que o contágio entre em queda.

Segundo o porta-voz da OMS, Gregory Hartl, é inteiramente possível que o surto já tenha ultrapassado seu pico, como indicou o governo do México. Mas isso não significa que o risco de pandemia esteja afastado, pois “hiatos’’ nas contaminações são recorrentes.

Para que o nível máximo de alerta seja acionado e a OMS declare estado de pandemia é preciso que haja transmissões em larga escala em mais de uma região. Por enquanto esse tipo de contágio só ocorreu na América do Norte (506 no México, 226 nos EUA e 85 no Canadá).

Por serem os países como o maior número de casos fora da América do Norte, Espanha e Reino Unido estão no foco do monitoramento da OMS para avaliar o risco. Sobretudo a Espanha, que ontem pulou de 13 para 40 pacientes. A grande maioria, segundo a OMS, é de pessoas vindas do México.