11 de julho de 2026
Política

Programa federal de habitação vira assunto da sessão ordinária

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 2 min

Os vereadores de Bauru discutiram ontem o problema da habitação no município, além dos programas atuais que estão sendo oferecidos à população e sua operacionalização. Roque Ferreira (PT), José Carlos Batata (PT), José Roberto Segalla (DEM), Marcelo Borges (PSDB), Gilberto dos Santos, o Giba (PSDB) e Renato Purini (PMDB) falaram sobre o assunto na Câmara.

“A Prefeitura poderia também ver outras áreas para fazer programas habitacionais e não ficar só nas mesmas. Isso dificulta muito”, afirma o tucano Marcelo Borges. Até os terrenos da Rede Ferroviária Federal foram cogitados como possível solução para o problema. “A administração municipal tem dado sinais que quer construir e está conversando com imobiliárias que possuem terrenos para servir de moradia popular e ainda as terras da ferrovia”, diz o vereador Batata.

O secretário Municipal de Planejamento (Seplan), Rodrigo Said, informou que um grupo dentro da pasta está realizando diversos levantamentos relativos à áreas no município, inclusive as da ferrovia, que poderão ser utilizadas pela administração para a realização de programas habitacionais.

O prefeito ampliou, ontem à noite, que também foram identificadas preliminarmente 20 glebas que podem ser aproveitadas no programa federal de habitação. “O levantamento da Seplan agora será discutido, mas tudo o que se enquadrar em boa relação custo-benefício para o uso dessas 20 glebas será destinado ao programa de habitação popular federal. Queremos perseguir a meta de 2.000 moradias nesse programa”, contou o prefeito.

Minha Casa

O vereador Gilberto dos Santos, o Giba (PSDB), agradeceu, durante discurso na tribuna, ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) pelos esclarecimentos prestados aos moradores da favela do Jardim Ivone sobre o programa “Minha Casa, Minha Vida”, na última semana.

Segundo o parlamentar, os munícipes ficaram com medo de perder os 120 terrenos já desapropriados no local para promover o desfavelamento e que foram integrados ao programa federal. “O prefeito tranqüilizou os moradores. Eles estavam com medo de que não fosse sobrar nada para eles”, afirma Giba.

O encontro “informativo” foi realizado na última semana e contou também com a presença do secretário municipal de Planejamento (Seplan), Rodrigo Said. Sobre o fato, Agostinho reforçou que “os lotes doados à CEF do Jardim Ivone terão como preferências os moradores de favelas do local, já que a regra federal para o programa dá preferência para regularizar favelas cadastradas. E essas famílias já estão cadastradas”, contou.

Porém, o esclarecimento dado pelo prefeito foi criticado por José Roberto Segalla (DEM). “Parece que estes planos são tratados em sigilo. Desta forma, acontecem situações como esta, dos moradores do Jardim Ivone. Gostaria que fosse repassado para os vereadores para que nós soubéssemos do assunto e opinássemos também”, afirma o democrata.