Uma dupla de motocicleta roubou, ontem pela manhã em Bauru, aproximadamente R$ 30 mil. O valor estava distribuído em malotes, recolhidos de seis lojas de uma rede de farmácias. Seguranças levavam o montante para o escritório da empresa, situado na quadra 1 da rua Rubens Pagani, no Jardim Estoril.
De acordo com o registrado em boletim de ocorrência, quando os funcionários desceram do carro e já estavam na calçada, os dois ladrões com capacetes os renderam. Um deles, de bigode, olhos azuis, estatura mediada e forte estava armado com uma pistola oxidada e niquelada. Outro, de cavanhaque e mais magro, com um revólver niquelado. Fugiram numa moto preta com placa dobrada.
Até o fechamento dessa edição, não haviam sido localizados. Na tentativa de encontrá-los, um estabelecimento próximo cedeu imagens da rua à Polícia Civil. Porém a possibilidade de identificá-los não era certa. Segundo o sócio-proprietário da rede de farmácias, Antonio Augusto Gomes, a dupla pode ter ficado na espreita na rua, aguardando os funcionários com os malotes.
A hipótese foi aventada porque a empresa utiliza várias estratégias de segurança. Uma delas é mudar o trajeto, funcionários e horário de coleta dos valores. Ontem, antes de chegar ao endereço, funcionários deram várias voltas no quarteirão justamente para descartar a possibilidade de terem sido seguidos. Não notaram nada de diferente no trajeto.
Por conta das circunstâncias, Gomes informa que, nos próximos dias, policiais militares farão a gentileza de acompanhar a equipe responsável por coletar os valores nas lojas, até que a rede mude o método para realizar o serviço. Via imprensa, a Polícia Civil tem orientado os empresários a evitar o pagamento em espécie e o trânsito de dinheiro, já que as agências bancárias disponbilizam meios eletrônicos para isso. As investigações referentes ao caso estão sendo feitas pelo Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Integridade física
“Ninguém gosta de prejuízo, mas nossa principal preocupação foi confortar os funcionários”, acrescenta o sócio-proprietário da rede de farmácias ao referir-se à integridade dos trabalhadores, orientados a não resistir em hipótese nenhuma frente a um assalto. Já a cabeleireira Gloria Aparecida Cripriano Souza, 41 anos, não quis entregar a bolsa a Marco Márcio da Silva Vaz, 29 anos, e ficou ferida, ontem pela manhã.
Ela transitava pela rua Virgílio Malta, quando Vaz alegou estar armado e mandou que ela entregasse a bolsa, consta no boletim de ocorrência. Como a costureira resistiu, ele puxou a bolsa, a vítima caiu no chão e sofreu escoriações. Ela chamou a Polícia Militar, que encontrou o acusado a 400 metros do local do roubo. Ele não estava com os objetos de Gloria (celular, marmita, sombrinha e documentos), que o reconheceu. Vaz foi preso em flagrante por roubo.