08 de julho de 2026
Cultura

Uma nova arte

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de um intervalo de cerca de dois anos, no qual procurou reavaliar-se como artista e reencontrar seu estilo, Percÿ Coppieters abre a exposição “Dom e Cor na Palma da Mão”, nesta noite, no Templo Bar. A mostra apresenta trabalhos recentes de sua produção, incluindo telas figurativas, marinhas e florais, além de algumas peças em digigrafia, técnica na qual a obra é construída em um software específico.

Aplicado em sua arte há 45 anos, o artista plástico contou, em entrevista recente ao JC Cultura, que o “redescobrimento”, no intervalo dos últimos dois anos, foi motivado pelas buscas por novas linguagens, por maneiras de mostrar uma obra diferenciada e por uma “cara nova”.

“Você precisa sempre refletir sobre qual o melhor caminho para o seu trabalho. Como artista contemporâneo, não acompanho tendências, apenas a minha própria. Precisava refletir, resgatar algumas coisas que gosto no meu trabalho mas que já não fazia mais”, explicou Coppieters.

“Uma tela resume-se, para mim, em matéria e material, sendo que um você quantifica e o outro, qualifica. O que procuro é sempre tirar dos meus materiais o máximo possível de beleza com o mínimo de matéria. E para isso, às vezes, é necessário parar, não importa por quanto tempo, para você conseguir colocar tudo em rota outra vez”, completou.

Residente em Bauru há 17 anos, Coppieters afirma que as telas que expõe no Templo Bar, a partir de hoje, foram todas produzidas nos últimos 15 dias. “Refiz meu trabalho de flores e vasos, que há muitos anos não fazia, assim como as marinhas. Era um trabalho que estava morto”, conta. Apesar do encantamento com a produção em digigrafia, ele se esforça para continuar produzindo em telas “tradicionais”.

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Tela de computador

O artista explica que a digigrafia é uma técnica relativamente nova no campo das artes plásticas. Com um software específico, é possível criar obras digitais, que podem ser impressas em tecido ou papel. A tecnologia permite um visual apurado, não apenas com detalhes das “pinceladas”, mas também das texturas, volumes e sombras, por exemplo.

“Pode se ver os elementos muito claramente. Conforme você amplia a tela, a resolução acompanha e mostra a obra com toda a qualidade, como se tivesse sido feita com tinta, pincel, espátula”, explica.

As obras criadas no computador podem ser impressas com alta resolução, segundo Coppieters, em dimensão de até um por um metro. “A digigrafia me proporciona uma criação maior e me propicia ainda o caminho inverso: transcrever para a tela coisas produzidas digitalmente”, considera.

• Serviço

Exposição “Dom e Cor na Palma da Mão”, de Percÿ Coppieters, até 15 de maio, no Templo Bar (rua Benjamin Constant, 1-34, Centro). Mais informações: (14) 3223-3493.