No dia primeiro de maio/2009, tive a oportunidade de assistir, pela Rede Globo, o último programa da série Vidas Alagadas, série essa que achei muito profunda e que nos deveria deixar a pensar e analisar alguns aspectos de nossas vidas, onde achamos estarmos vivendo em um mundo dito civilizado e organizado.
Vamos aos fatos: aqueles pobres seres viventes na região dos alagados da Amazônia devem sempre ser considerados verdadeiros heróis, pois para as crianças irem até as escolas são obrigadas a passar pelas maiores dificuldades para conseguirem acompanhar suas lições escolares, são pais e professores que numa demonstração de amor e civilidade fazem o possível para levarem avante suas missões de educadores. Isso acontece em nosso país.
Agora vamos ao antagonismo das regiões menos precárias deste país, onde não há necessidade de tanto sufoco para se freqüentar uma escola. E o que acontece aqui? Nesse dito mundo civilizado e organizado, onde existem recursos incomparáveis com aqueles das escolas da região dos alagados, o que acontece é que existe evasão dos bancos escolares, existe marginalidade e às vezes até atos de vandalismo contra o patrimônio publico e com os mestres que lá estão a fim de transmitir ensinamentos e regras tanto educacional, como de patriotismo e civilidade. Aqui, às vezes, vemos escolas pichadas, invadidas e destruídas por alunos mal-intencionados ou mal-criados. Isto é revoltante.
Também vemos aqui em nossos lados insegurança e banditismo. Quando a justiça se fará sentir junto a esses marginais? Quando vão presos para cumprir a pena pelo delito cometido? Às vezes, para fazer valer seus ditos direitos humanos, lançam mãos de atitudes grevistas, estelhando cadeias e penitenciaárias, queimando colchões, deteriorando o local onde estão para serem reeducados.
Hoje, 2 de maio de 2009, li na coluna do Jornal da Cidade que um grupo de psicólogos estaria contra a decisão judicial de penalizar esses delinqüentes que vivem a fazer pichações maculando nossas já mal-tratadas ruas e prédios. Se o infrator não deve ser punido, o que seria aconselhável então para enfrentarmos essa realidade? Gostaria de lançar o tema: “Direitos humanos, para humanos direitos”.
Adilson Ribeiro de Castilho