09 de julho de 2026
Nacional

Bovespa fecha com avanço de 6,59% em dia de euforia global

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Após quase oito meses, a Bovespa conseguiu voltar a romper os 50 mil pontos. Com fortes compras e alta generalizada, a Bolsa encerrou o dia com valorização de 6,59%, em seu segundo melhor pregão do ano.

Com seus papéis de maior peso em rota de alta, a Bolsa não enfrentou dificuldades ontem para se manter longe do vermelho, encerrando no pico do dia, aos 50.404 pontos - maior nível desde setembro passado. A valorização acumulada no ano passou a ser de 34,23%. O dólar terminou com baixa de 2,34%, a R$ 2,13.

As Bolsas também subiram nas principais praças financeiras mundiais. Em Nova York, o índice Dow Jones ganhou 2,61%. No mercado acionário de Frankfurt, a valorização foi de 2,79%. Em Hong Kong, a Bolsa subiu 5,54%.

Bons sinais

Sinais de retomada da atividade industrial na China foram o catalisador da euforia que pressionou as commodities no mercado internacional e impulsionou os papéis de companhias de siderurgia e mineração por aqui. Da Ásia, também veio a notícia, no fim de semana, da criação de um fundo de emergência de US$ 120 bilhões. A Bolsa da China subiu 3,33%.

Outros dados econômicos animaram os investidores, como a melhora na atividade manufatureira da zona do euro e o aumento das vendas pendentes de moradias e dos gastos com construção nos EUA.

O fato de a Bovespa estar fechada na sexta-feira, quando o mercado de Nova York registrou ganhos, também favoreceu a recuperação de hoje.

Desde o piso de 29.435 pontos, atingido em 27 de outubro do ano passado, o índice Ibovespa já subiu 71,24%.

A alta acelerada da Bovespa tem levado analistas a falarem em exagero e a preverem uma realização de lucros mais consistente em breve. Todavia, dado o atual cenário de incertezas, não será grande surpresa se a Bolsa brasileira mantiver sua escalada, admitem.

“Não acredito que vamos ter uma trajetória longa de alta. O quadro internacional ainda é muito incerto e inevitavelmente teremos realizações (vendas de ações para embolsar ganhos) pela frente”, afirma Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos.

“A Bolsa tem tido esse bom desempenho muito por conta do capital externo especulativo, que tem entrado forte. O problema é se esse capital procurar, à frente, outro mercado que se mostre mais interessante’’, diz Ricardo Tadeu Martins, da corretora Planner.

Em abril, até o dia 28, os estrangeiros trouxeram para a Bolsa R$ 3,13 bilhões líquidos -melhor resultado em 12 meses. No pregão de hoje, as compras feitas com capital externo se mantiveram consistentes. Tanto que o volume negociado atingiu R$ 7,2 bilhões (74% acima da média diária de 2009). O pregão marcou um novo recorde no número de negócios, ao serem realizadas mais de 429 mil transações.