Rio de Janeiro - O garçom Eduardo Carlos de Azevedo, 32 anos, confessou ontem que matou a golpes de enxada a mulher e, em seguida, ateou fogo no corpo dela em um terreno baldio na localidade conhecida como Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense).
Segundo o delegado titular da 59ª DP (Duque de Caxias), Antônio Silvino Teixeira, o crime aconteceu quando Débora Matheus Campos, 27 anos, estava dormindo na madrugada do último sábado. “Acredito que tudo foi premeditado, mas ele (Azevedo) nega e diz que cometeu o crime por ciúmes. Ele disse que deu com a enxada na cabeça dela (Débora) durante a noite e enforcou ela até a morte com o cabo da ferramenta. Depois, enrolou o corpo em um saco de lixo, colocou no banco traseiro do carro, um Astra vinho, e levou para um terreno abandonado, onde colocou fogo no corpo da mulher”, afirmou Teixeira.
Ainda de acordo com o delegado, o suposto assassino comprou dois litros de gasolina durante o trajeto, além de levar dois pneus de uma borracharia, que estava fechada. A polícia também informou que ele circulou com o corpo na cidade ainda durante a madrugada. “Durante depoimento, ele disse que depois que colocou fogo na mulher voltou em casa para pegar a cama de casal e levá-la para o mesmo terreno baldio. Ele diz que ateou fogo na cama também”, comentou o delegado.
Parentes da vítima disseram que o casal deixou as duas filhas gêmeas, de 2 anos, com a mãe de Débora no dia anterior ao crime. Os dois moravam juntos desde que as crianças nasceram, mas já namoravam há quase quatro anos, segundo a polícia. “Ele afirmou que viu a mulher com um amante em março e tinha certeza que ela estava enganando ele”.
A vítima foi reconhecida pela família, mas foi enterrada como indigente porque não foi possível identificar o corpo carbonizado através das impressões digitais, nem pela arcada dentária.