A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) vai continuar prestando serviço de leitura, registro, impressão e entrega das contas de água para o Departamento de Água e Esgoto (DAE) por mais um ano. As assessorias dos dois órgãos confirmaram ontem a assinatura de prorrogação (aditivo) do serviço já estabelecido.
O valor pago pelo DAE para o serviço pode ficar em R$ 1,26, contra os atuais R$ 1,30 mantidos até agora. Com a negociação, a autarquia mantém a despesa unitária pela leitura e entrega das contas e, de outro lado, adia por mais um ano a decisão em torno da reestatização direta do serviço.
No início deste ano, a polêmica em torno do custo do serviço foi tida como a principal causa da primeira baixa no escalão principal do governo municipal. O então presidente do DAE, Paulo Campanha, deixou a autarquia após ter decidido abrir licitação para comprar máquinas de leitura de consumo. Mas o Executivo decidiu rediscutir a questão. Campanha ficou enfraquecido no episódio e deixou o DAE.
Rafael Ribeiro então deixou a área jurídica da própria autarquia e, na presidência, pediu estudo para avaliar os custos. Mas, sem tempo hábil para retomar o serviço com leituristas próprios, a decisão foi pelo aditivo, o último permitido em lei. Até lá, o DAE espera esclarecer se a estrutura própria, com máquinas, equipamentos e benefícios adicionais a profissionais para este setor, compensam ou não.
A assessoria de imprensa da ECT em Bauru confirmou a prorrogação, assim como o DAE. Faltava, apenas, concretizar se o valor será 3% menor. O contrato que o DAE tem com os Correios custa cerca de R$ 130 mil mensais aos cofres públicos.
O DAE apresentou contra-proposta de R$ 1,20. A ECT contatou Brasília (DF) para ver se era possível acertar por R$ 1,26 por conta. Em 2008, o custo do serviço a R$ 1,30 gerou despesa de R$ 1.564.382,65. A ECT utiliza 16 profissionais para coletar os dados nas ruas.