São Paulo - Uma mulher de 32 anos foi presa anteontem acusada de planejar a morte da própria mãe adotiva em Bertioga (103 km de São Paulo). A mãe da acusada, uma aposentada de 64 anos, foi baleada e jogada de uma ribanceira, mas não morreu. Como era a única filha, a polícia acredita que ela queria matá-la para ficar com a herança, avaliada em R$ 200 mil.
Além da filha - a desempregada Angélica de Souza Marques -, outras três pessoas foram presas. Para o delegado titular de Bertioga, José Aparecido Cárdia, a desculpa de que o grupo estaria interessado na pensão da aposentada, é improvável. “Ela ganha algo em torno de R$ 500. Se fossem dividir em quatro, daria pouco dinheiro para cada um’’, afirmou Cárdia.
A aposentada foi atacada quando seguia com dois conhecidos para uma igreja evangélica. O veículo em que estavam, um Gol, foi abordado por um homem, que pediu dinheiro para ela. Como não tinha, o suposto ladrão atirou três vezes e a empurrou de uma ribanceira na altura do km 83 da rodovia Mogi-Bertioga, em Bertioga. A idosa não morreu, pois parou em um muro de contenção. Ela segue internada e não corre risco de morte.
Angélica confirmou que participou do crime e também falou à polícia onde estavam as outras três pessoas que a ajudaram - o casal que estava no carro com a mãe e o suposto ladrão. Segundo a polícia, os comparsas também confessaram o crime.
Angélica foi adotada quando tinha apenas dois meses de idade. Segundo a mãe relatou à polícia, ela estava desaparecida há algum tempo e voltou para casa há 20 dias. Nesse período, segundo a polícia, o dinheiro que a aposentada guardava em casa desapareceu várias vezes. “Chegou a sumir R$ 8.000 que seriam usados na reforma de um imóvel’’, disse o delegado.