O País já foi governado por advogados, engenheiros, jornalistas, médicos, professores, acadêmicos e outros intelectuais, mas só agora, quando o presidente é um metalúrgico de profissão, ex-retirante, sem diploma universitário, que já conheceu a fome, ocorre uma medida de efetivo apoio à leitura. A lei nº 12.244, publicada em 25/5 pelo Diário Oficial da União, exige que todas as escolas brasileiras, públicas ou privadas, possuam biblioteca com, no mínimo, um livro por aluno matriculado. Isso tende incluir as escolas dos grotões e periferias que hoje funcionam sem qualquer infraestrutura, além de colocar à disposição dos professores mais um material para o ensino.
A população bauruense há muito desfruta de bibliotecas públicas. O sistema municipal é integrado pela Biblioteca Municipal “Rodrigues de Abreu”, a Biblioteca Infantil “Ivan Engler de Almeida”, a Gibiteca Municipal “Aucione Torres Agostinho”, seis Bibliotecas Ramais e o Bibliônibus que atende nove bairros. Esses equipamentos culturais são responsáveis pela elaboração, execução, acompanhamento e avaliação dos projetos e atividades da área de literatura e de incentivo a acesso à produção literária e à leitura. Recentemente lançamos o projeto “Leitura Livre”, nos ônibus das principais linhas urbanas e a Saberteca, um projeto mais amplo, que começa pela Vila Garcia.
O prefeito Rodrigo Agostinho já aprovou uma série de ações para tornar mais ativo o sistema de bibliotecas e difusão literária em nossa cidade. Além dos investimentos próprios, que, a bem da verdade, são limitados, nossa equipe está voltada a todas as parcerias possíveis com os governos federal e estadual, institutos e outros órgãos de difusão. Vamos, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação e entidades afins, trabalhar para que Bauru se beneficie com a maior rapidez possível da lei ora editada em nível federal. A leitura é uma grande arma para o desenvolvimento de um povo.
O autor, Pedro Romualdo,é secretário municipal de Cultura