11 de julho de 2026
Esportes

Libertadores: São Paulo não segura o Cruzeiro e perde

Giuliander Carpes
| Tempo de leitura: 3 min

O São Paulo fez o trivial ontem. Tentou se defender e sair para o jogo só de vez em quando no Mineirão. O futebol pragmático da equipe de Muricy Ramalho foi suficiente para garantir uma atuação fraca, mas um resultado satisfatório contra o forte Cruzeiro. Perdeu por 2 a 1 e uma vitória simples no jogo de volta, no próximo dia 17, no Morumbi, será suficiente para passar à semifinal da Copa Libertadores.

O técnico resolveu não mexer muito na estrutura do time que atuou bem no empate (0 a 0) contra o Palmeiras no clássico do último domingo. Manteve Richarlyson improvisado na defesa, mesmo com Renato Silva à disposição. E fez a substituição simples de Hugo, com uma lesão no joelho, por Jean, recuperado de dores lombares. Assim, Hernanes voltou a atuar adiantado, na armação de jogadas.

No primeiro tempo, o São Paulo não jogou mal. Tampouco bem. Aliás, o futebol ficou em segundo plano. Prevaleceram as disputas violentas. Até os 30 minutos, Kléber permaneceu mais tempo no chão do que em pé, com a bola. Bateu e levou pancadas. Tomou cartão amarelo e um pito do árbitro chileno Carlos Chandía.

O mesmo ocorreu com Dagoberto, que chutou o Gladiador cruzeirense. Logo depois o mesmo atacante são-paulino tomou uma cotovelada de Fabrício, que o árbitro não viu. Mas ele percebeu um chute acintoso de Richarlyson em Jonathan, que estava caído. Mais um cartão para o clube paulista.

O Cruzeiro não só bateu, mas também tentou sair para o jogo. Teve as melhores oportunidades da primeira etapa, obrigando o jovem goleiro Denis, do São Paulo, a trabalhar bastante. Principalmente em chutes de longa distância. Thiago Ribeiro, Jonathan e Marquinhos Paraná tentaram e não conseguiram marcar.

Mas, aos 45 minutos, numa cobrança de escanteio, o arqueiro são-paulino saiu mal do gol e quem se deu bem foi Leonardo Silva. O zagueiro cruzeirense subiu mais alto que a defesa tricolor e colocou a bola para dentro: 1 a 0.

O segundo tempo foi diferente. As equipes resolveram jogar mais futebol. Não um futebol exuberante, mas ao menos mais leal. E o São Paulo, finalmente, saiu para o jogo. Aos 11 minutos, a recompensa. Dagoberto acertou uma bela cabeceada e Fábio ainda conseguiu fazer uma bela defesa. No rebote, Washington, enfim, se reencontrou com o gol - o camisa 9 não marcava desde o dia 2 de abril. Tento importantíssimo, na casa do oponente.

Mas o técnico Adílson Batista fez uma mudança despretensiosa, aos 15 minutos, que acabaria por mudar o rumo do jogo. Colocou em campo Zé Carlos no lugar do lateral-esquerdo Gérson Magrão. O atacante já havia marcado contra o São Paulo no ano: era jogador do Paulista, no Estadual, autor do gol no empate de 1 a 1 pela competição. Ontem, anotou de novo, aos 20, numa triangulação com Kléber e Jonathan. Do meio da área, um chute alto.

Muricy e os jogadores então ficaram satisfeitos com o resultado. A equipe tricolor apenas se defendeu e especulou em contra-ataques esparsos - a meia cancha são-paulina é lenta. “O fator campo conta muito. 1 a 0 a nosso favor no Morumbi é suficiente. Temos que buscar esse gol e não tomar”, disse Jean. São Paulo faz uso do legítimo “jogar pelo regulamento”. Perigoso, mas tentador.