08 de julho de 2026
Geral

Docentes da Unesp podem fazer greve

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

O protesto dos funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em greve desde quarta-feira, poderá ter o coro engrossado por docentes da instituição, que ameaçam aderir ao movimento. Apesar do câmpus de Bauru ainda seguir com aulas normais, outras cidades do Interior já acenam com greve de professores. Em Marília, os docentes param hoje, segunda e terça. Em Assis, eles decidirão por adesão ou não ao movimento em assembléia marcada para terça-feira.

No campus de Bauru, a aparente tranqüilidade na aplicação de aulas deve dar lugar a outro cenário, conforme o transcorrer da greve dos funcionários e provável adesão dos professores, que estarão representados numa assembléia marcada para hoje, na própria universidade, evento comandado pelos servidores.

“Por enquanto ainda está tranqüilo, já que a greve (dos funcionários) está no segundo dia”, observa o professor Milton Vieira do Prado Júnior, vice-presidente no Estado de São Paulo da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes). “Mas é certo que haverá influência, principalmente quanto ao uso dos laboratórios.”

“É uma reivindicação justa”, acrescenta o docente, ao adiantar que a categoria já tem elaborada pauta de reivindicações. “Até agora obtivemos apenas correção da inflação (sobre o salário) e não o reajuste”, observa Prado Júnior, ressaltando que os professores ainda exigem o acréscimo de R$ 200,00 fixos no salário, conforme compromisso assumido pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) há cerca de três anos.

Já o presidente estadual da Associação dos Docentes da Unesp, João Chaves, acentua que a iminente mobilização dos professores é motivada por uma retomada de diálogo com a reitoria. Segundo ele, na segunda-feira, representantes das classes docente e de alunos foram barrados em encontro que teriam com lideranças do Cruesp, em São Paulo.