09 de julho de 2026
Articulistas

Brincar e conversar com as crianças é bom para desenvolver a inteligência

Renata Araujo Santos
| Tempo de leitura: 2 min

Pesquisas mostram que os pais, independente da condição financeira, fazem a diferença na hora da criança aprender. A influência dos pais na aprendizagem começa desde o nascimento. Sendo estimulado com sons, brincadeiras e muita atenção, a criança cria condições de desenvolver a inteligência e aprender mais. Quando a criança não recebe muitos estímulos, deixa de desenvolver muitos dons. As crianças com até 2 anos produzem bastante mielina, uma espécie de gordura que envolve os neurônios e facilita a transmissão e a fixação de informações, por isso nessa fase há um pico da aprendizagem. Conversar, cantar e até fazer coceguinha são brincadeiras que fazem a criança colocar o cérebro para trabalhar, sem falar nos móbiles coloridos que podem ser colocados no carrinho ou no berço. Aproveite todo o tempo que tiver para brincar com a criança, não adianta deixá-la a maior parte do tempo no berço ou em frente a televisão. Dê bastante atenção e carinho ao seu filho pois sua inteligência se desenvolverá mais.

Não adianta empurrar conhecimentos fora de hora, pois seu cérebro só usa a capacidade permitida. Independente da idade, a amizade não tem preço. Como crianças e adolescentes querem a atenção dos adultos, conferir se fizeram o dever de casa e se interessar por seu dia-a-dia melhora o rendimento escolar. Além disso, filhos que conversam com os pais sobre vários assuntos tendem a tirar notas melhores do que os outros. Portanto, reserve sempre um tempo para bater um papo amigo com seu filho. É triste, mas a falta de companheirismo dos pais, faz com que essas crianças fiquem por horas em frente a computadores, videogames e televisão, que muitas vezes passam programas impróprios para sua idade.

Brincadeiras como casinha, pega-pega, esconde-esconde foram repassadas de geração em geração, mas hoje, no entanto tudo isso perdeu espaço para produtos supertecnológicos que são usados de maneira solitária, o que não deveria acontecer pois brincar ajuda na socialização, estimula a criatividade e desperta a inteligência.

Participar dessas brincadeiras com as crianças, além de ser muito divertido, é uma maneira de conhecermos melhor sua personalidade. Muitos pais acreditam que enchendo a agenda da criança com atividades extracurriculares, como natação, inglês, estão suprindo a falta de tempo para dar a devida atenção, mas se reservarem pelo menos uma hora livre para rir e brincar para a criança esse tempo será visto como “a hora especial”.

Existem inúmeras formas de se divertir mesmo quando o espaço é limitado. Fazer cabanas, teatro de sombras, brincar de casinha, jogar bola, caça ao tesouro, ler um pequeno e bom livro, fazer pintura com os dedos, brincar de massinha, dançar. Todas essas brincadeiras custam pouco ou nada e fazem dessa “hora especial” um aprendizado para ambas as partes.

Aprendizado também para o adulto que estará se desligando psicologicamente por pelo menos uma hora da sua vida rotineira e cheia de estresse. Com certeza será um relaxamento.

A autora, Renata Araujo Santos, é psicopedagoga - repsicoped@gmail.com