Seul - Uma multidão aos prantos tomou as ruas de Seul ontem para o funeral do ex-presidente Roh Moo-hyun, cujo suicídio, na semana passada, se tornou motivo de críticas ao seu sucessor e atual presidente.
A morte de Roh mostra as profundas divisões políticas dentro da jovem democracia sul-coreana. Houve relatos de confrontos entre manifestantes e tropas de choque no centro da capital, onde cerca de 150 mil pessoas acompanharam o cortejo.
O centro de Seul virou um mar amarelo, cor associada a Roh, que se jogou de uma montanha depois de se ver envolvido em um escândalo de corrupção.
Houve vaias quando um telão mostrou o presidente conservador Lee Myung-bak homenageando seu antecessor centro-esquerdista. Quando deixou o cargo, há 15 meses, Roh era considerado um líder fracassado. A ampla vitória de Lee foi vista como rejeição a 10 anos de políticas mais à esquerda.