09 de julho de 2026
Nacional

Índice de Confiança da Indústria cresce pelo quinto mês seguido

Folhapress
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São Paulo - O ICI (Índice de Confiança da Indústria) cresceu 6% em maio, ao passar de 84,5 para 89,6 pontos (dados com ajuste sazonal). Trata-se do quinto mês consecutivo de alta, segundo dados divulgados ontem pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

“O avanço do índice pelo quinto mês consecutivo confirma a tendência de recuperação gradual do ritmo de atividade industrial após o forte declínio ocorrido ao final do ano passado. O ICI encontra-se agora, pela primeira vez em 2009, mais próximo de sua média histórica (99,1 pontos) do que do vale alcançado em dezembro de 2008 (74,7 pontos)’’, apontou a entidade em comunicado.

O ISA (Índice da Situação Atual) avançou 7,6%, indo de 86,5 para 93,1 pontos, segundo a FGV. Já o IE (Índice de Expectativas) teve alta de 4,4% (de 82,5 para 86,1 pontos).

Entre abril e maio, aumentou consideravelmente as avaliações em relação à demanda e ao ambiente geral dos negócios. O indicador do nível de demanda cresceu 13,1% (de 80,1 para 90,6 pontos), enquanto a de situação dos negócios subiu 12,2% (de 77,1 para 86,5 pontos).

A FGV ainda destacou a melhora da avaliação futura do setor industrial. Das 1.075 empresas consultadas na pesquisa, 25,9% preveem melhora da situação dos negócios nos próximos seis meses, e 27,1% esperam piora. No mês passado, esses percentuais haviam sido de 18,0% e 28,1%, respectivamente.

A coleta de dados para a pesquisa de maio foi realizada entre os dias 2 e 26 deste mês, informou a FGV. Em 2008, essas empresas responderam por 23,5% das exportações brasileiras, tiveram faturamento conjunto de R$ 540 bilhões e tinham 1,244 milhão de empregados.

Média histórica

A indústria deve retomar já no terceiro trimestre deste ano um nível de crescimento próximo à média histórica dos últimos dez anos. A avaliação é do coordenador da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação Brasileira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloísio Campelo, para quem os setores mais afetados pela crise financeira internacional já estarão ajustados no terceiro trimestre. “A indústria começará a crescer, ainda em um ritmo mais lento, mas próximo da sua média histórica, que desde o ano 2000 é de 3% ao ano”, afirmou.

Ontem, a FGV divulgou que o Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria subiu de 78,3% em abril para 79,2% em maio, no maior nível desde dezembro do ano passado, quando o indicador era de 79,9%. O indicador faz parte do Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação. O ICI subiu 6% em maio em relação a abril, passando no período de 84,5 pontos para 89,6 pontos. Foi o quinto mês consecutivo de alta, o que para a entidade, “confirma a tendência de recuperação gradual do ritmo de atividade industrial após o forte declínio ocorrido ao final do ano passado.”

Segundo Campelo, o efeito estatístico da queda da produção no fim do ano passado e no início deste ano é muito forte, de forma que essa recuperação, no segundo semestre do ano, não impedirá que a indústria encerre 2009 com queda na produção. “O resultado deve vir ruim, principalmente pela redução muito forte da produção no fim do ano passado e por uma recuperação muito lenta e concentrada em alguns setores no primeiro trimestre deste ano. Para chegar ao fim do ano no patamar positivo, a indústria teria de crescer como a China”, explicou. Apesar disso, Campelo ressaltou que a confiança da indústria aumentou muito nos meses de abril e maio. Até o setor de bens de capital já mostra sinais de recuperação. A confiança do setor aumentou 9,1% em maio na comparação com abril.